quarta-feira, março 31, 2010

Valeu, Vavá da matinha!



É com muito pesar que anuncio a morte do grande Oswaldo Oliveira, o Vavá da Matinha. Tive a oportunidade de conhecer o Vavá em 2000, quando estava produzindo o CD “Nosso Cantar Paid’Égua” em comemoração aos 50 anos da Y.Yamada. Esse CD era uma pequena mostra da música paraense em suas várias vertentes da MPB ao Brega. Uma das faixas era um pout-pourri de músicas românticas antológicas, que ficaram na memória dos paraenses. Chamei o Joba que magistralmente interpretou 3 músicas: Sinceramente(Milton Yamada), Poema de Amor( Wilson Fonseca) e Só Castigo( Oswaldo Oliveira). Então fui descobrir que o Vavá estava novamente no Pará, morando em Castanhal. Pronto! Foi uma festa conhecê-lo. Ele era muito engraçado e ouvir suas histórias era de um prazer enorme, pois ele pertenceu ao casting de artistas da Continental, depois da CBS e chegou a desbancar até o rei Roberto Carlos em vendas numa época de sua vida. Ele foi um dos poucos paraenses que teve realmente, sucesso nacional. De lá pra cá encontrei várias vezes com ele e chegamos a trabalhar juntos em algumas oportunidades. O Vavá foi um dos pioneiros do brega paraense e abriu caminho para muitos, inclusive para a banda Calypso, por ser uma pessoa muito bem relacionada no meio.
Valeu Vavá!
Um abraço do seu amigo
Pedrinho Cavalléro



Vavá da Matinha: abre-ales do brega paraense
Ele sempre se auto-intitulou “um paraense autêntico”, desses que amam e exaltam a beleza de sua terra natal, mesmo estando distante dela. Esteve ao lado de grandes nomes da música nacional e, em 1972, chegou a superar o rei Roberto Carlos em vendas de discos, nas regiões Norte e Nordeste. Dada a dica e se você pensou e respondeu Osvaldo Oliveira ou, simplesmente, Vavá da Matinha, está certíssimo. Mas, se nunca ouviu falar desse grande artista, não caia no desânimo. Você vai conhecer, nessas linhas, um dos precursores da música brega paraense e o responsável por abrir o caminho do sucesso para tantos cantores e bandas conhecidas, como a Calypso, por exemplo.

Cantor e compositor, Vavá da Matinha (apelido dado pelo amigo e saudoso radialista Eloy Santos), começou a carreira cantando em programas de auditório da Rádio Clube do Pará, no final da década de 1950. Daí ganhou notoriedade e o Brasil. Era considerado o Jackson do Pandeiro do Pará, só que seus ritmos tinham um balanço diferente de qualquer influência baiana ou carioca. Mais uma prova de sua autenticidade musical, presente em canções cheias de referências às coisas da terra, às crenças, às comidas, ao Ver-o-Peso e ao bairro onde nasceu, a Matinha, hoje bairro de Fátima. “Pará e Bahia”, “A Beleza da Rua” e “O Canto do Galo” são algumas das obras bairristas dele que fizeram grande sucesso. “Gravei pelo menos 64 músicas exaltando o Pará e acho que talvez tenha sido o cantor que mais falou desse Estado em suas canções. Enquanto baianos como Dorival Caymmi exaltam a Bahia, eu exalto o Pará. Morro defendendo o meu Estado”, disse em entrevista há três anos para a TV Cultura. Aliás, um de seus últimos depoimentos gravados, desde que fixou residência em Fortaleza. Vavá da Matinha só voltou a aparecer na imprensa recentemente, devido ao seu estado de saúde debilitado. Vavá começou sua carreira cantando forró, mas foi com o bolero (uma espécie de embrião do brega) que ganhou fama nos anos de 1970. Vendeu muitos discos, foi o primeiro cantor a gravar um merengue com letra (“A Deusa do Mercado São José”) e teve muitas de suas composições gravadas por gente como Jackson do Pandeiro, Bezerra da Silva e o forrozeiro Abdias.

O primeiro registro musical do artista aconteceu em 1960, com a gravação de duas músicas numa coletânea da gravadora Continental. No ano seguinte, gravou um disco “compacto” e o primeiro LP “Eternas lembranças do Norte”, com quatro composições e a maioria das músicas no ritmo do forró. A propósito, o cenário musical da época evidenciava artistas como Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro e Vavá fazia parte disso. Ele também esteve na caravana do forró percorrendo o Brasil, juntamente com Marinês, Messias Holanda, Trio Nordestino e outros.

Na sequência, vieram mais três LPs pela gravadora CBS. Mas foi em 1972 que Vavá da Matinha estourou de vez. A música “Só castigo”, do disco de boleros com o mesmo título, fez o cantor ultrapassar em vendas Roberto Carlos, nas regiões Norte e Nordeste. O sucesso foi tamanho que abriu caminho para outros bregueiros que se tornariam verdadeiras estrelas, como o pernambucano Reginaldo Rossi.

A trajetória de Vavá seguiu adiante na década de 1970, com o lançamento de vários discos de bolero, mas começou a estancar e cair no ostracismo a partir dos anos de 1980. O artista se refugiou em Castanhal e depois Fortaleza, vindo a Belém esporadicamente. Atualmente, faz tratamento na capital paraense, onde se recupera de um AVC. Sem empresário e sem recursos, antes de adoecer, Vavá aceitava realizar shows por cachês não dignos para sua grandeza musical.



Vavá por outros artistas

“Vez ou outra um fã tenta trazê-lo à atmosfera. Um CD com músicas dele, coordenado pelo maestro Manoel Cordeiro, um dos fundadores da banda Warilow, foi gravado há alguns anos. Gente da música como Dudu Neves, Almino Henrique e o próprio Quaderna, por volta de 2007, tentaram trazê-lo de volta. Creio que ele seja um dos mais notáveis de nossa música, pois teve grandiosa projeção nacional entre as décadas de 60 e 70. Não lembro de muitos artistas paraenses que tiveram essa caminhada. Posso contar nos dedos: Billy Blanco, Waldemar Henrique, Ary Lobo, Fafá de Belém, Jane Duboc, Banda Calypso, Beto Barbosa, entre poucos. Assim, a importância do Osvaldo é inquestionável. Ele é um grande compositor e um dos referenciais no merengue brasileiro; quem primeiro gravou o estilo, cantando. O Vavá é um cara que tem seu dedo na trajetória de nossa música”.

Allan Carvalho, cantor e compositor do grupo Quaderna
“A forma singela e inocente de compor fez do Vavá um dos ícones desta música mais popular que criteriosamente seria uma crônica urbana e, agregado ao fato de que os primeiros a criarem sempre serão os verdadeiros precursores, este mérito o torna ainda mais autêntico. A obra dele é algo personificado, sem copiar absolutamente ninguém. Temos a certeza do artista presente com a sua criação mais original e mais digna. O que falta para mantermos em evidência nomes importantes para nossa música? O respeito de quem de direito pela cultura, sobretudo do criar, e estabelecer como paradigma a competência e o valor, que pode ser encontrado em obras rebuscadas, perfeitas e também em admiráveis simples canções”.

Alcyr Guimarães, cantor e compositor



Por que se orgulhar?

Vavá da Matinha é um dos precursores da música brega no Pará. No auge de sua carreira, na década de 1970, chegou a superar o rei Roberto Carlos em vendas de discos nas regiões Norte e Nordeste. Compositor apaixonado pela terra natal, gravou pelo menos 64 músicas dedicados ao Estado e teve diversas outras obras gravadas por grandes nomes da Música Popular Brasileira, como Jackson do Pandeiro e Bezerra da Silva.

Matéria do "Diário do Pará".

HOJE NO COPA 70



A convite do meu amigo Adilson Alcantara, estarei participando hoje a partir das 22h da programação de aniversário do Bar Copa 70, aquele ali da antiga 1º de Dezembro, hoje João Paulo II. Bar tradicionalíssimo de nossa cidade, me sinto honrado pelo convite, pois é a primeira vez que nesses meus 31 anos de carreira, toco nesse palco.Parabéns a todos, proprietários e frequentadores por todos esses anos de existência. O COPA 70 esta ai provando que Belém já não é mais a terra do já teve.
Compareçam!!!

SHOW ENTRE AMIGOS



SHOW ENTRE AMIGOS


A música está sempre presente em nossas vidas seja ela interpretada só pelo canto, ou pelos instrumentos, ou pelos dois numa harmonia perfeita.
Música alegra, relaxa, agita, comove e tantos outros sentimentos.
Música une as pessoas. E é com esse sentimento que Pedrinho Cavalléro, Mário Mouzinho e as equipes da Igara Produções e Eventos e Sonido Produções Artísticas em parceria com músicos, cantores e técnicos atuantes na área musical, se reuniram em um gesto de amizade e solidariedade para cantar e tocar em prol de angariar recursos financeiros para ajudar no restabelecimento de dois colegas: Jorge Eggs e José Sagica, que encontram-se internatos no Hospital Metropolitano de Belém, em virtude de um acidente terrestre ocorrido na estrada de Cachoeira do Piriá, no dia 13 de março, quando retornavam de suas funções artísticas.
Os músicos sofreram fraturas múltiplas: Jorge Eggs sofreu um leve traumatismo craniano e José Sagica, precisa ainda submeter-se a procedimentos cirúrgicos o que os impossibilitam de trabalhar.
Vamos lá!!

sábado, fevereiro 06, 2010

Clube da Bossa no MPB BAR todas as Quartas


Márcia Yamada, Billy Blanco e Pedrinho Cavalléro.

Sou apaixonado pela música brasileira. Gosto de tudo, toda diversidade rítimica. O importante é que seja bem feita, sem compromisso com modismos. Compromisso só com a beleza.A Bossa Nova, com certeza é um divisor de águas nessa história. Não que seja melhor ou pior, mas sem dúvida, marcou uma fase de transição que nosso país vivia. João Gilberto, Tom, Vinícius, Baden Powell, Billy Blanco, Dolores Duran, Carlos Lyra, Roberto Menescal, Ronaldo Boscoli, Jonhy Alf, João Donato, entre outros, escreveram belíssimas canções com melodia e harmonia sofisticadas que me encantaram e acabaram de certa maneira, influenciando meu trabalho. Fui estudar violão em cima desses exemplos. Intérpretes do nivel de Leny Andrade, Pery Ribeiro,Claudete Soares, Alayde Costa, Silvinha Telles, Nara Leão, Doris Monteiro, eternizaram essas canções que até hoje soam como novas no meu ouvido. Então, queremos relembrar essas canções que marcaram essa fase, todas as quartas, as 21h no CLUB MPB BAR, ali na Municipalidade bem na esquina da Soares Carneiro. Mas, não para por ai. Pensei que uma voz feminina poderia embelezar mais ainda esse momento. Então chamei uma amante da bossa, que não é profissional, mas de um timbre grave, bonito, pra compor comigo e o Murício Nery de percussão, o cenário: Márcia Yamada.

FALA MÁRCIA
A bossa nova foi marcada pelas inúmeras reuniões informais que juntavam amigos, pra tocar, cantar, compor, tomar uma ou umas... As quartas no MPB Bar trazem este clima de volta, Pedrinho Cavalléro convida para o clube da bossa, não necessariamente cantores conhecidos, mas também simplesmente amantes deste ritmo tão brasileiro como eu... Então amigos na quarta-feira dia 10 no MPB Bar Pedrinho Cavalléro e eu Marcia Yamada no Clube da Bossa!
Amantes da Bossa, compareçam!

terça-feira, janeiro 12, 2010

Bembelelém, Viva Belém Paid'égua!


Palacete Bolonha no olhar de Edinaldo Silva.



Hoje nossa morena Belém está no berço. Quase 400 anos e nem parece. Sempre formosa e com o mesmo poder de me emocionar com os detalhes de sua arquitetura, seus casarões, suas praças que marcaram minha infância. Nasci aqui e provavelmente vou morrer aqui. Todas as vezes que viajo e navego por outros mares, vou com a certeza de que volto. E isso me energiza, me nutri de amores, para conviver com minha família e inspirar minhas canções.
Só estou "embatucado" com uma coisinha; Queria saber se Salvador, Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro e outras cidades, comemoram seus aniversários com artistas de outros estados. Acho que essa comemoração está "pur demais capenga", com monte de artistas de fora, que não tenho nada contra, mas aniversário da nossa cidade tem que ser comemorado por nós, artistas paraenses, que convivemos e aprendemos a amá-la com todas as virtudes e defeitos, e nos embebedamos com sua beleza, paisagens, cultura, com nosso povo. É por isso que a cantamos com nossa alma. Apesar dos pesares,TE AMO! BEMBELELÉM!VIVA BELÉM!

Bom Dia Belém
Edyr Proença/Adalcinda Camarão

Há muito que aqui no meu peito
Murmuram saudades azuis do teu céu
Respingos de ausência me acordam
Luando telhados que a chuva cantou
O que é que tens feito
Que estás tão faceira
Mais jovem que os jovens irmãos que deixei
Mais sábia que toda a ciência da terra
Mais terra, mais dona do amor que te dei

Onde anda meu povo, meu rio, meu peixe
Meu sol, minha rêde, meu tamba-tajá
A sesta o sossego da tarde descalça
O sono suado do amor que se dá
E o orvalho invisível na flôr se embrulhando
Com medo das asas do galo cantando
Um novo dia vai anunciando
Cantando e varando silêncios de lar

Me abraça apertado, que eu venho chegando
Sem sol e sem lua, sem rima e sem mar
Coberta de neve, lavada no pranto
Dos ventos que engolem cidades no ar
Procuro o meu barco de vela azulada
Que foi de panada sumindo sem dó
Procuro a lembrança da infância na grama
Dos campos tranquilos do meu Marajó

Belém minha terra, minha casa, meu chão
Meu sol de janeiro a janeiro a suar
Me beija, me abraça que quero matar
A doída saudade que quer me acabar
Sem círio da virgem, sem cheiro cheiroso
Sem a "chuva das duas " que não pode faltar
Cochilo saudades na noite abanando
Teu leque de estrelas, Belém do Pará!



Trechos da carta de Mário de Andrade a Manuel Bandeira, quando de sua visita à Belém em 1927.

Belém, junho de 1927

Querido Manu,

Estamos numa paradinha pra cortar canarana da margem pros bois de nossos jantares. Amanhã se chega em Manaus e não sei que mais coisas bonitas enxergarei por este mundo de águas. Porém me conquistar mesmo a ponto de ficar doendo de desejo, só Belém me conquistou assim. Meu único ideal de agora em diante é passar uns meses morando no Grande Hotel de Belém. O direito de sentar naquela terrasse em frente das mangueiras tapando o Teatro da Paz, sentar sem mais nada, chupitando um sorvete de cupuaçu, de açaí, você que conhece mundo, conhece coisa melhor do que isso, Manu? Me parece impossível.
Olha que tenho visto bem coisas estupendas. Vi o Rio em todas as horas e lugares, vi a Tijuca e a Stª. Teresa de você, vi a queda da serra pra Santos, vi a tarde de sinos em Ouro Preto e vejo agorinha mesmo a manhã mais linda do Amazonas. Nada disso que lembro com saudades e que me extasia sempre ver, nada desejo rever com uma precisão absoluta fatalizada do meu organismo inteirinho. (...)

\"Quero Belém como se quer um amor. É inconcebível o amor que Belém despertou em mim. E como já falei, sentar de linho branco depois da chuva na terrasse do Grande Hotel e tragar o sorvete, sem vontade, só para agir\"

Festival de Marchinhas

Sinceramente, adorei o festival que acabou mexendo com toda a comunidade de artistas e amantes dos velhos carnavais. Por motivos profissionais, só consegui assistir parte da final, que aconteceu no sábado no teatro Margarida Schivasappa, mas me emocionei com o que vi. A beleza das marchinhas, o cuidado e o respeito com que a bandinha executava as músicas, e a galera emboída do espírito carnavalesco, fantasiados, produzidos, que culminava no palco numa explosão de alegria. Poucas vezes acertei o resultado dos festivais, dos quais participo desde garoto, mas achei justíssimo o resultado do grande vencedor. Uma marcha rancho, lindíssima e muito bem interpretada, executada e arranjada pelo Cizinho, de autoria de sua esposa Deyse Puget. Ficamos, eu e o Cézar Escócio com um honroso 2ºlugar com a nossa bem humorada, " Se Colou Colares". Parabéns aos vencedores e parabéns ao Elói Iglesias pela idéia e execução do projeto pela Celeste e Rômulo. Agora, ouçam as opiniões e amadureçam as idéias pra que os próximos sejam mais bacanas ainda!Que venham outros!

quarta-feira, janeiro 06, 2010

"A Mesma Máscara Negra"



Alô Galera!
O Festival de Marchinhas carnavalescas vai começar nos dias 7,8/01 eliminatórias e a final dia 9/01 no Margarida Schivasappa sempre as 20h. Tô concorrendo com duas: "Se Colou, Colares" em parceria com César Escócio que será interpretada pelo Tadeu Pantoja e "Ninguém Sabia de Nada" em parceria com Abdias Pinheiro, interpretada pela cantora Lívia Rodrigues. Apareçam!

quarta-feira, dezembro 30, 2009

Zizi Miranda, Sai da Estória e Entra Pra História!


Marido, pai, avô, Bisavô, boêmio, notívago, músico, cantador, contador de estórias, amigo. No início da madrugada do dia 26/12/2009, seu Zizi partiu dessa pra melhor, como dizem. Fico imaginando a festa na chegada dele lá em cima. Dona Palmira de vestido novo, Jango já tocando sua harpa, pq virou anjo,rsrs, Seu Elias com seu violão tenor, Dona Elza, Zeca e Barão dando suas bordoadas com seu violão, Concinho, já solando no cavaco o "Brasilicado", Ribinha e o seu canto elegante, grande Gino do Cavaco, e toda a turma do Telégrafo que se foi. Seu Zizi vem de uma família de artistas e gerou filhos, netos e bisnetos artistas. Pai do compositor Luiz Miranda, o Lula Miranda do samba, do saudoso Jango Miranda, cantor, violonista e compositor, meu parceiro e de Jorge Andrade, da artista plástica e vereadora do PPS em Colares, Tereza Miranda, da cantora Ângela Miranda, da ex campeã de tênis Marilú Miranda e do ex-Jogador de futebol, ex- Remo e Trem de Macapá, Miranda. Como se não bastasse os filhos, seus netos também são artistas como a cantora Andréa Pinheiro, seu irmão cineasta Ricardo Miranda, a fotógrafa-cantora Érika Miranda e agora seus bisnetos como o Joãozinho, filho da Andréa, que está florescendo, se mostrando um grande violonista. Conheci seu Zizi em 1971, quando estudei com o Jango no Deodoro de Mendonça e participamos do festival de música que ele ganhou e eu fiquei em segundo lugar. A partir de 1976, comecei conviver mais perto da turma da Manoel Evaristo, por causa do meu parceiro Jorge Andrade, que mora lá até hoje. Ali, naquele pedaço, fiz muitos amigos, me nutri de muita música boa, sentimentos bons, e muitas histórias e estórias, principalmente. Um bando de gente que tinha como lema ser feliz, dar risadas , Cantar e beber por qualquer motivo. Seu Zizi era um deles. Pai de uma galera que seguiu seus passos de boemia, música e felicidade, ele se misturava com a gente, que nem parecia 40 anos mais velho. Aprendi muitas canções e dei muitas risadas com suas "estórias" que entraram pro folclore do bairro do Telégrafo e agora ele entra pra história da minha vida. Vá pra sua festa, seu Zizi! A galera lá de cima devia estar com saudades também. Agora, nós que vamos ficar, mas entendemos o ciclo. Até um dia! Foi um prazer te conhecer, conviver contigo! Tu és um exemplo de vida pra mim!
Grande abraço
Pedrinho Cavalléro

terça-feira, dezembro 15, 2009

A Banca do Distinto, Votação até dia 30/12


Pedrinho Cavalléro, Edgar Augusto Proença e Billy Blanco na Feira do Som


Soube através do meu amigo Fábio Gomes do blog SOM DO NORTE, que o vídeo em que canto a Banca do Distinto de Billy Blanco, no DVD que gravamos em homenagem a esse grande compositor paraense, foi selecionado para concorrer a enquete de Música do Ano da região Norte - a votação vai até o dia 30 em http://somdonorte.blogspot.com ou é só ir na minha lista de blogs à direita que vcs encontram o link.
Vamos lá galera que ainda dá tempo!

SHOW BENEFICENTE "JOÃO NETO ENTRE AMIGOS" DIA 19/12


Lembrando que o "Show João Neto Entre Amigos" está confirmado e vai acontecer no Bar Quintal, Trav. Alm. Wandelkolk 322, entre S. Lemos e J. Pimentel a partir das 22h, neste sábado, dia 19/12/09.
Com apresentação de Guto Braga, o show tem presença confirmada dos seguintes artistas, cada um apresentando 3 músicas: Pedrinho Cavalléro, Nazaré Pereira, Nêgo Nélson,Alcyr Guimarães, Pedrinho Calado, Almino Henrique,Maurício Nery,Aíla Magalhães, Adilson Alcântara, Delcley Machado, Heraldo, Lívia Rodrigues,Ivan Cardoso,Mário Mousinho,Silvinha Tavares e o Gaia na Gandaia.
Divulguem pros amigos!
Abraço-açú

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Pedrinho Cavalléro estréia nete sábado no CLUB MPB BAR


Neste sábado, dia 12/12/09, estarei estreando no CLUB MPB BAR que fica na Trav. Municialidade, esquina com a Trav. Soares Carneiro a partir das 22h. A proposta é de aportar nesse caís e marcar encontros musicais todos os sábados. O bar pertence ao meu amigo Marcos Cantuária, que dentre outras profissões, também é músico. Vindo de uma familia de artistas, sensível e cuidadoso com o som e o atendimento a seus clientes, o CLUB MPB BAR veio pra ficar. Nossa Belém merece um espaço com esse requinte musical.VIDA LONGA ao MPB BAR!
Apareçam e confiram!

15 Anos Sem Tom Jobim


RUY CASTRO
Folha de São Paulo, quarta-feira, 09 de dezembro de 2009

Querelas em torno de Tom

RIO DE JANEIRO - Ontem, 15 anos da morte de Tom Jobim. Bem à brasileira, o silêncio pela data foi esmagador. Alguns clipes e rádios lembraram sua música, mas não se observou nada especial ou novos CDs que não contivessem os mesmos e tão sovados fonogramas.
E ainda há muito de Tom a descobrir. Principalmente nas catacumbas das gravadoras Continental e Odeon, em que ele trabalhou como arranjador ou maestro, em discos de Dick Farney, Dalva de Oliveira, Orlando Silva e outros.
Nas últimas semanas, Tom tem sido mais citado em querelas que passam ao largo de sua obra. Outro dia, no próprio aeroporto que o homenageia, o Galeão-Tom Jobim, um urubu distraiu-se e entrou pela turbina de um avião que acabara de decolar, o qual teve de voltar à pista. Isso vive acontecendo. O cruel é que aconteça com urubus, que Tom adorava, e, com frequência, no Galeão, palco de manchetes indignas de sua memória: "Tom Jobim atrasa 20 voos", "Tom Jobim caindo aos pedaços", "Cocaína apreendida no Tom Jobim". Foi para isso que deram seu nome ao aeroporto?
Outro arranca-rabo envolve a nova saída do metrô carioca a ser inaugurada: a de Ipanema. Alguns querem chamá-la de Tom Jobim; outros, de General Osório, em cuja praça fica, para que os turistas não a confundam com o aeroporto. Ao mesmo tempo, corre a pendenga sobre a localização de sua futura estátua: na praia ou na dita saída do metrô? E há os que querem mandar de vez para a reserva o velho Osório e dedicar a praça a Tom, que tanto a amou e namorou nela.
Em São Paulo, Tom Jobim (assim como Paulo Autran e Ayrton Senna) é um túnel. Mas, se a ideia de batizar um logradouro é o grande homem ter o seu nome imortalizado em envelopes, postais, telegramas etc., esta se frustrou -porque ninguém escreve para um túnel.

quarta-feira, dezembro 02, 2009

VIVA O SAMBA BRASILEIRO!


"Roda de Samba" 2003- Théo Pérola Negra, Hélio Rubens, Maria Lídia, Pedrinho Cavalléro, Compadre Adamor, Paulinho Moura e Cardosinho.


O SAMBA NA REALIDADE
Em meados do século XIX, 50% da população do Rio de Janeiro era formada de negros escravos. Para se ter uma idéia da enormidade dessa proporção, basta dizer que São Paulo tinha, à época, 8% de escravos em seu território.
A Cidade do Rio de Janeiro constituiu-se assim, em espaço de identidade da cultura afrodescendente. Esse foi um dos motivos que levaram os negros baianos do pós guerra de Canudos a nela buscarem costumes, valores e hábitos familiares à sua história.
Essa população de negros passou a residir na Gamboa, Saúde e Santo Cristo. Com as reformas urbanísticas realizadas pelo prefeito Pereira Passos no centro da cidade, sobretudo na zona portuária e imediações, os baianos tiveram que subir ao longo da av. Presidente Vargas, transformando os antigos luxuosos casarões da burguesia em "modernos" cortiços. Nas imediações das ruas Visconde de Itaúna, Senador Eusébio, Marquês de Sapucaí e Barão de São Félix residiam os negros da Cidade Nova, local chamado pelo compositor Heitor dos Prazeres de " Pequena África".
Os compositores pioneiros do samba, vivenciaram e construiram todo um legado cultural que a Cidade Nova simbolizou no universo cultural carioca. Frequentaram, sem exceções, as casas das famosas baianas festeiras, espaços de acolhida material, espiritual e cultural importantíssimos para a história da cultura negra e do samba. Foi na casa da tia Ciata que surgiu o lendário "Pelo Telefone";na casa da tia Sadata, na Pedra do Sal, bairro da saúde, surgiu o Rancho das Flores;Tia Perciliana era mãe do ritmista João da Baiana, e tia Amélia, mãe do chorão e sambista Donga.
Fonte "Almanaque do Samba" de André Diniz.

PELO TELEFONE(Donga e Mauro de Almeida)

O chefe da polícia pelo telefone
manda me avisar
Que com alegria
Não se questione
Para se brincar!


BATUQUE NA COZINHA(João da Baiana)

Batuque na cozinha
Sinha não quer
Por causa do batuque
eu quebrei meu pé!


A VOZ DO MORRO( Zé Keti)

Eu sou o samba
A voz do morro, sou eu mesmo, sim senhor
Sou eu quem levo a alegria
Para milhões de corações brasileiros



FEITIO DE ORAÇÃO (Noel Rosa e Vadico)

Batuque é um previlégio
Ninguém aprende samba no colégio!
Sambar é chorar de alegria
é sorrir de nostalgia
dentro da melodia!


VIVA MEU SAMBA(Billy Blanco)

Violão, pandeiro
tamborim na marcação e reco-reco
meu samba, viva meu samba verdadeiro
porque tem teleco-teco.


A FLOR E O ESPINHO( N. Cavaquinho, G.de Brito, Alcides Caminha)

Tire o seu sorriso do caminho
que eu quero passar com a minha dor.
Hoje pra você eu sou espinho,
Espinho não machuca flor
Eu só errei qunando juntei
Minh'alma a sua
O sol não pode viver perto da lua!


CORRA E OLHE O CÉU(Cartola)

Linda!
O que se apresenta
O triste se ausenta
Fez-se a alegria
Corra e olhe o céu
Que o sol vem trazer
Bom dia!



SAMBA DA MINHA TERRA( Dorival Caymmi)

Samba da minha terra
Deixa a gente mole
Quando se samba, todo mundo bole
Quem não gosta de samba
Bom sujeito não é
É ruim da cabeça ou doente do Pé!


EU CANTO SAMBA(Paulinho da Viola)

Eu canto samba porque só assim
Eu me sinto contente
Eu vou ao samba porque longe dele
Eu não posso viver!
Com ele eu tenho de fato,
Uma velha intimidade
Se fico sozinho, ele vem me socorrer.
Há muito tempo eu escuto esse papo furado
Dizendo que o samba acabou:
"Só se foi quando o dia clareou"!

terça-feira, novembro 17, 2009

Foi um Sucesso


Não poderia ter sido melhor a primeira ação em comemoração aos 30 anos de Pedrinho Cavalléro. O show no Margarida Schivasappa no dia 04/11/09, foi perfeito de público, de carinho, de emoção. Com a produção da Sonido, tendo a frente minha querida Vanja Lima, que não poupou esforços para que tudo acontecesse a contento e uma banda maravilhosa formada por Thiago D'Albuquerque de bateria, Wilson Veloso de baixo, Lenílson Albuquerque de teclados e´Abner César de sax e flauta.O show foi "pur demais"! Clarisse Grova com suas interpretações impecáveis, nos proporcionou momentos de rara emoção e prazer. A todos que colaboraram com o evento, minha família, os patrocinadores, amigos, meu MUITO OBRIGADO!

Mestre Verequete


Desenho de Biratan Porto

Passei uns dias sem postar por estar totalmente envolvido com show e projetos. Não posso ficar sem citar a morte de Mestre Verequete, um dos ícones da música paraense.

Após seis dias de internação, o músico Augusto Gomes Rodrigues, o Mestre Verequete, morreu na tarde desta terça-feira (03), no Hospital Barros Barreto. Verequete não resistiu ao quadro de pneumonia e infecção respiratória. Ele estava no Centro de Terapia Intensiva (CTI) desde domingo (01) e respirava com a ajuda de aparelhos. O músico estava com 93 anos.

A história do Rei do Carimbó

Uma jovem chamou Augusto Gomes para conhecer um batuque no bairro da Pedreira. Em meio a roda, o pai de santo cantou 'Chama Verequete' e a partir daí Augusto decidiu trocar de nome e então surgiu o Mestre Verequete.

Mas se engana quem pensa que foi apenas aí que o carimbó começou a fazer parte da sua vida. Aos três anos de idade, no mesmo ano em que sua mãe morreu, Verequete se mudou com seu pai, Antônio José Rodrigues, para o município de Ourém, desenvolveu os primeiros passos do ritmo que no futuro seria mestre: o carimbó.

Mestre Verequete nasceu no município de Quatipuru, na região bragantina, nordeste do Pará, e com esse apelido acabou ganhando fama e respeito, sendo cosiderado o 'rei dos tambores', um ícone da cultura regional. Ao longo da carreira, gravou dez discos e quatro CDs. Uma produção que lhe rendeu o Prêmio Mestre Humberto Maracanã, do Ministério da Cultura.

O 'Rei do Carimbó' teve sua história contada no filme 'Chama Verequete', nome de uma de suas músicas mais conhecidas. A produção foi a vencedora do Kikito de Ouro na categoria curta metragem no Festival de Gramado, um dos mais reconhecidos festivais de cinema do país. Em Brasília, Verequete recebeu do governo federal o título de Comendador da República.

MEUS APALUSOS AO MESTRE VEREQUETE!