sábado, fevereiro 06, 2010

Clube da Bossa no MPB BAR todas as Quartas


Márcia Yamada, Billy Blanco e Pedrinho Cavalléro.

Sou apaixonado pela música brasileira. Gosto de tudo, toda diversidade rítimica. O importante é que seja bem feita, sem compromisso com modismos. Compromisso só com a beleza.A Bossa Nova, com certeza é um divisor de águas nessa história. Não que seja melhor ou pior, mas sem dúvida, marcou uma fase de transição que nosso país vivia. João Gilberto, Tom, Vinícius, Baden Powell, Billy Blanco, Dolores Duran, Carlos Lyra, Roberto Menescal, Ronaldo Boscoli, Jonhy Alf, João Donato, entre outros, escreveram belíssimas canções com melodia e harmonia sofisticadas que me encantaram e acabaram de certa maneira, influenciando meu trabalho. Fui estudar violão em cima desses exemplos. Intérpretes do nivel de Leny Andrade, Pery Ribeiro,Claudete Soares, Alayde Costa, Silvinha Telles, Nara Leão, Doris Monteiro, eternizaram essas canções que até hoje soam como novas no meu ouvido. Então, queremos relembrar essas canções que marcaram essa fase, todas as quartas, as 21h no CLUB MPB BAR, ali na Municipalidade bem na esquina da Soares Carneiro. Mas, não para por ai. Pensei que uma voz feminina poderia embelezar mais ainda esse momento. Então chamei uma amante da bossa, que não é profissional, mas de um timbre grave, bonito, pra compor comigo e o Murício Nery de percussão, o cenário: Márcia Yamada.

FALA MÁRCIA
A bossa nova foi marcada pelas inúmeras reuniões informais que juntavam amigos, pra tocar, cantar, compor, tomar uma ou umas... As quartas no MPB Bar trazem este clima de volta, Pedrinho Cavalléro convida para o clube da bossa, não necessariamente cantores conhecidos, mas também simplesmente amantes deste ritmo tão brasileiro como eu... Então amigos na quarta-feira dia 10 no MPB Bar Pedrinho Cavalléro e eu Marcia Yamada no Clube da Bossa!
Amantes da Bossa, compareçam!

terça-feira, janeiro 12, 2010

Bembelelém, Viva Belém Paid'égua!


Palacete Bolonha no olhar de Edinaldo Silva.



Hoje nossa morena Belém está no berço. Quase 400 anos e nem parece. Sempre formosa e com o mesmo poder de me emocionar com os detalhes de sua arquitetura, seus casarões, suas praças que marcaram minha infância. Nasci aqui e provavelmente vou morrer aqui. Todas as vezes que viajo e navego por outros mares, vou com a certeza de que volto. E isso me energiza, me nutri de amores, para conviver com minha família e inspirar minhas canções.
Só estou "embatucado" com uma coisinha; Queria saber se Salvador, Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro e outras cidades, comemoram seus aniversários com artistas de outros estados. Acho que essa comemoração está "pur demais capenga", com monte de artistas de fora, que não tenho nada contra, mas aniversário da nossa cidade tem que ser comemorado por nós, artistas paraenses, que convivemos e aprendemos a amá-la com todas as virtudes e defeitos, e nos embebedamos com sua beleza, paisagens, cultura, com nosso povo. É por isso que a cantamos com nossa alma. Apesar dos pesares,TE AMO! BEMBELELÉM!VIVA BELÉM!

Bom Dia Belém
Edyr Proença/Adalcinda Camarão

Há muito que aqui no meu peito
Murmuram saudades azuis do teu céu
Respingos de ausência me acordam
Luando telhados que a chuva cantou
O que é que tens feito
Que estás tão faceira
Mais jovem que os jovens irmãos que deixei
Mais sábia que toda a ciência da terra
Mais terra, mais dona do amor que te dei

Onde anda meu povo, meu rio, meu peixe
Meu sol, minha rêde, meu tamba-tajá
A sesta o sossego da tarde descalça
O sono suado do amor que se dá
E o orvalho invisível na flôr se embrulhando
Com medo das asas do galo cantando
Um novo dia vai anunciando
Cantando e varando silêncios de lar

Me abraça apertado, que eu venho chegando
Sem sol e sem lua, sem rima e sem mar
Coberta de neve, lavada no pranto
Dos ventos que engolem cidades no ar
Procuro o meu barco de vela azulada
Que foi de panada sumindo sem dó
Procuro a lembrança da infância na grama
Dos campos tranquilos do meu Marajó

Belém minha terra, minha casa, meu chão
Meu sol de janeiro a janeiro a suar
Me beija, me abraça que quero matar
A doída saudade que quer me acabar
Sem círio da virgem, sem cheiro cheiroso
Sem a "chuva das duas " que não pode faltar
Cochilo saudades na noite abanando
Teu leque de estrelas, Belém do Pará!



Trechos da carta de Mário de Andrade a Manuel Bandeira, quando de sua visita à Belém em 1927.

Belém, junho de 1927

Querido Manu,

Estamos numa paradinha pra cortar canarana da margem pros bois de nossos jantares. Amanhã se chega em Manaus e não sei que mais coisas bonitas enxergarei por este mundo de águas. Porém me conquistar mesmo a ponto de ficar doendo de desejo, só Belém me conquistou assim. Meu único ideal de agora em diante é passar uns meses morando no Grande Hotel de Belém. O direito de sentar naquela terrasse em frente das mangueiras tapando o Teatro da Paz, sentar sem mais nada, chupitando um sorvete de cupuaçu, de açaí, você que conhece mundo, conhece coisa melhor do que isso, Manu? Me parece impossível.
Olha que tenho visto bem coisas estupendas. Vi o Rio em todas as horas e lugares, vi a Tijuca e a Stª. Teresa de você, vi a queda da serra pra Santos, vi a tarde de sinos em Ouro Preto e vejo agorinha mesmo a manhã mais linda do Amazonas. Nada disso que lembro com saudades e que me extasia sempre ver, nada desejo rever com uma precisão absoluta fatalizada do meu organismo inteirinho. (...)

\"Quero Belém como se quer um amor. É inconcebível o amor que Belém despertou em mim. E como já falei, sentar de linho branco depois da chuva na terrasse do Grande Hotel e tragar o sorvete, sem vontade, só para agir\"

Festival de Marchinhas

Sinceramente, adorei o festival que acabou mexendo com toda a comunidade de artistas e amantes dos velhos carnavais. Por motivos profissionais, só consegui assistir parte da final, que aconteceu no sábado no teatro Margarida Schivasappa, mas me emocionei com o que vi. A beleza das marchinhas, o cuidado e o respeito com que a bandinha executava as músicas, e a galera emboída do espírito carnavalesco, fantasiados, produzidos, que culminava no palco numa explosão de alegria. Poucas vezes acertei o resultado dos festivais, dos quais participo desde garoto, mas achei justíssimo o resultado do grande vencedor. Uma marcha rancho, lindíssima e muito bem interpretada, executada e arranjada pelo Cizinho, de autoria de sua esposa Deyse Puget. Ficamos, eu e o Cézar Escócio com um honroso 2ºlugar com a nossa bem humorada, " Se Colou Colares". Parabéns aos vencedores e parabéns ao Elói Iglesias pela idéia e execução do projeto pela Celeste e Rômulo. Agora, ouçam as opiniões e amadureçam as idéias pra que os próximos sejam mais bacanas ainda!Que venham outros!

quarta-feira, janeiro 06, 2010

"A Mesma Máscara Negra"



Alô Galera!
O Festival de Marchinhas carnavalescas vai começar nos dias 7,8/01 eliminatórias e a final dia 9/01 no Margarida Schivasappa sempre as 20h. Tô concorrendo com duas: "Se Colou, Colares" em parceria com César Escócio que será interpretada pelo Tadeu Pantoja e "Ninguém Sabia de Nada" em parceria com Abdias Pinheiro, interpretada pela cantora Lívia Rodrigues. Apareçam!

quarta-feira, dezembro 30, 2009

Zizi Miranda, Sai da Estória e Entra Pra História!


Marido, pai, avô, Bisavô, boêmio, notívago, músico, cantador, contador de estórias, amigo. No início da madrugada do dia 26/12/2009, seu Zizi partiu dessa pra melhor, como dizem. Fico imaginando a festa na chegada dele lá em cima. Dona Palmira de vestido novo, Jango já tocando sua harpa, pq virou anjo,rsrs, Seu Elias com seu violão tenor, Dona Elza, Zeca e Barão dando suas bordoadas com seu violão, Concinho, já solando no cavaco o "Brasilicado", Ribinha e o seu canto elegante, grande Gino do Cavaco, e toda a turma do Telégrafo que se foi. Seu Zizi vem de uma família de artistas e gerou filhos, netos e bisnetos artistas. Pai do compositor Luiz Miranda, o Lula Miranda do samba, do saudoso Jango Miranda, cantor, violonista e compositor, meu parceiro e de Jorge Andrade, da artista plástica e vereadora do PPS em Colares, Tereza Miranda, da cantora Ângela Miranda, da ex campeã de tênis Marilú Miranda e do ex-Jogador de futebol, ex- Remo e Trem de Macapá, Miranda. Como se não bastasse os filhos, seus netos também são artistas como a cantora Andréa Pinheiro, seu irmão cineasta Ricardo Miranda, a fotógrafa-cantora Érika Miranda e agora seus bisnetos como o Joãozinho, filho da Andréa, que está florescendo, se mostrando um grande violonista. Conheci seu Zizi em 1971, quando estudei com o Jango no Deodoro de Mendonça e participamos do festival de música que ele ganhou e eu fiquei em segundo lugar. A partir de 1976, comecei conviver mais perto da turma da Manoel Evaristo, por causa do meu parceiro Jorge Andrade, que mora lá até hoje. Ali, naquele pedaço, fiz muitos amigos, me nutri de muita música boa, sentimentos bons, e muitas histórias e estórias, principalmente. Um bando de gente que tinha como lema ser feliz, dar risadas , Cantar e beber por qualquer motivo. Seu Zizi era um deles. Pai de uma galera que seguiu seus passos de boemia, música e felicidade, ele se misturava com a gente, que nem parecia 40 anos mais velho. Aprendi muitas canções e dei muitas risadas com suas "estórias" que entraram pro folclore do bairro do Telégrafo e agora ele entra pra história da minha vida. Vá pra sua festa, seu Zizi! A galera lá de cima devia estar com saudades também. Agora, nós que vamos ficar, mas entendemos o ciclo. Até um dia! Foi um prazer te conhecer, conviver contigo! Tu és um exemplo de vida pra mim!
Grande abraço
Pedrinho Cavalléro

terça-feira, dezembro 15, 2009

A Banca do Distinto, Votação até dia 30/12


Pedrinho Cavalléro, Edgar Augusto Proença e Billy Blanco na Feira do Som


Soube através do meu amigo Fábio Gomes do blog SOM DO NORTE, que o vídeo em que canto a Banca do Distinto de Billy Blanco, no DVD que gravamos em homenagem a esse grande compositor paraense, foi selecionado para concorrer a enquete de Música do Ano da região Norte - a votação vai até o dia 30 em http://somdonorte.blogspot.com ou é só ir na minha lista de blogs à direita que vcs encontram o link.
Vamos lá galera que ainda dá tempo!

SHOW BENEFICENTE "JOÃO NETO ENTRE AMIGOS" DIA 19/12


Lembrando que o "Show João Neto Entre Amigos" está confirmado e vai acontecer no Bar Quintal, Trav. Alm. Wandelkolk 322, entre S. Lemos e J. Pimentel a partir das 22h, neste sábado, dia 19/12/09.
Com apresentação de Guto Braga, o show tem presença confirmada dos seguintes artistas, cada um apresentando 3 músicas: Pedrinho Cavalléro, Nazaré Pereira, Nêgo Nélson,Alcyr Guimarães, Pedrinho Calado, Almino Henrique,Maurício Nery,Aíla Magalhães, Adilson Alcântara, Delcley Machado, Heraldo, Lívia Rodrigues,Ivan Cardoso,Mário Mousinho,Silvinha Tavares e o Gaia na Gandaia.
Divulguem pros amigos!
Abraço-açú

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Pedrinho Cavalléro estréia nete sábado no CLUB MPB BAR


Neste sábado, dia 12/12/09, estarei estreando no CLUB MPB BAR que fica na Trav. Municialidade, esquina com a Trav. Soares Carneiro a partir das 22h. A proposta é de aportar nesse caís e marcar encontros musicais todos os sábados. O bar pertence ao meu amigo Marcos Cantuária, que dentre outras profissões, também é músico. Vindo de uma familia de artistas, sensível e cuidadoso com o som e o atendimento a seus clientes, o CLUB MPB BAR veio pra ficar. Nossa Belém merece um espaço com esse requinte musical.VIDA LONGA ao MPB BAR!
Apareçam e confiram!

15 Anos Sem Tom Jobim


RUY CASTRO
Folha de São Paulo, quarta-feira, 09 de dezembro de 2009

Querelas em torno de Tom

RIO DE JANEIRO - Ontem, 15 anos da morte de Tom Jobim. Bem à brasileira, o silêncio pela data foi esmagador. Alguns clipes e rádios lembraram sua música, mas não se observou nada especial ou novos CDs que não contivessem os mesmos e tão sovados fonogramas.
E ainda há muito de Tom a descobrir. Principalmente nas catacumbas das gravadoras Continental e Odeon, em que ele trabalhou como arranjador ou maestro, em discos de Dick Farney, Dalva de Oliveira, Orlando Silva e outros.
Nas últimas semanas, Tom tem sido mais citado em querelas que passam ao largo de sua obra. Outro dia, no próprio aeroporto que o homenageia, o Galeão-Tom Jobim, um urubu distraiu-se e entrou pela turbina de um avião que acabara de decolar, o qual teve de voltar à pista. Isso vive acontecendo. O cruel é que aconteça com urubus, que Tom adorava, e, com frequência, no Galeão, palco de manchetes indignas de sua memória: "Tom Jobim atrasa 20 voos", "Tom Jobim caindo aos pedaços", "Cocaína apreendida no Tom Jobim". Foi para isso que deram seu nome ao aeroporto?
Outro arranca-rabo envolve a nova saída do metrô carioca a ser inaugurada: a de Ipanema. Alguns querem chamá-la de Tom Jobim; outros, de General Osório, em cuja praça fica, para que os turistas não a confundam com o aeroporto. Ao mesmo tempo, corre a pendenga sobre a localização de sua futura estátua: na praia ou na dita saída do metrô? E há os que querem mandar de vez para a reserva o velho Osório e dedicar a praça a Tom, que tanto a amou e namorou nela.
Em São Paulo, Tom Jobim (assim como Paulo Autran e Ayrton Senna) é um túnel. Mas, se a ideia de batizar um logradouro é o grande homem ter o seu nome imortalizado em envelopes, postais, telegramas etc., esta se frustrou -porque ninguém escreve para um túnel.

quarta-feira, dezembro 02, 2009

VIVA O SAMBA BRASILEIRO!


"Roda de Samba" 2003- Théo Pérola Negra, Hélio Rubens, Maria Lídia, Pedrinho Cavalléro, Compadre Adamor, Paulinho Moura e Cardosinho.


O SAMBA NA REALIDADE
Em meados do século XIX, 50% da população do Rio de Janeiro era formada de negros escravos. Para se ter uma idéia da enormidade dessa proporção, basta dizer que São Paulo tinha, à época, 8% de escravos em seu território.
A Cidade do Rio de Janeiro constituiu-se assim, em espaço de identidade da cultura afrodescendente. Esse foi um dos motivos que levaram os negros baianos do pós guerra de Canudos a nela buscarem costumes, valores e hábitos familiares à sua história.
Essa população de negros passou a residir na Gamboa, Saúde e Santo Cristo. Com as reformas urbanísticas realizadas pelo prefeito Pereira Passos no centro da cidade, sobretudo na zona portuária e imediações, os baianos tiveram que subir ao longo da av. Presidente Vargas, transformando os antigos luxuosos casarões da burguesia em "modernos" cortiços. Nas imediações das ruas Visconde de Itaúna, Senador Eusébio, Marquês de Sapucaí e Barão de São Félix residiam os negros da Cidade Nova, local chamado pelo compositor Heitor dos Prazeres de " Pequena África".
Os compositores pioneiros do samba, vivenciaram e construiram todo um legado cultural que a Cidade Nova simbolizou no universo cultural carioca. Frequentaram, sem exceções, as casas das famosas baianas festeiras, espaços de acolhida material, espiritual e cultural importantíssimos para a história da cultura negra e do samba. Foi na casa da tia Ciata que surgiu o lendário "Pelo Telefone";na casa da tia Sadata, na Pedra do Sal, bairro da saúde, surgiu o Rancho das Flores;Tia Perciliana era mãe do ritmista João da Baiana, e tia Amélia, mãe do chorão e sambista Donga.
Fonte "Almanaque do Samba" de André Diniz.

PELO TELEFONE(Donga e Mauro de Almeida)

O chefe da polícia pelo telefone
manda me avisar
Que com alegria
Não se questione
Para se brincar!


BATUQUE NA COZINHA(João da Baiana)

Batuque na cozinha
Sinha não quer
Por causa do batuque
eu quebrei meu pé!


A VOZ DO MORRO( Zé Keti)

Eu sou o samba
A voz do morro, sou eu mesmo, sim senhor
Sou eu quem levo a alegria
Para milhões de corações brasileiros



FEITIO DE ORAÇÃO (Noel Rosa e Vadico)

Batuque é um previlégio
Ninguém aprende samba no colégio!
Sambar é chorar de alegria
é sorrir de nostalgia
dentro da melodia!


VIVA MEU SAMBA(Billy Blanco)

Violão, pandeiro
tamborim na marcação e reco-reco
meu samba, viva meu samba verdadeiro
porque tem teleco-teco.


A FLOR E O ESPINHO( N. Cavaquinho, G.de Brito, Alcides Caminha)

Tire o seu sorriso do caminho
que eu quero passar com a minha dor.
Hoje pra você eu sou espinho,
Espinho não machuca flor
Eu só errei qunando juntei
Minh'alma a sua
O sol não pode viver perto da lua!


CORRA E OLHE O CÉU(Cartola)

Linda!
O que se apresenta
O triste se ausenta
Fez-se a alegria
Corra e olhe o céu
Que o sol vem trazer
Bom dia!



SAMBA DA MINHA TERRA( Dorival Caymmi)

Samba da minha terra
Deixa a gente mole
Quando se samba, todo mundo bole
Quem não gosta de samba
Bom sujeito não é
É ruim da cabeça ou doente do Pé!


EU CANTO SAMBA(Paulinho da Viola)

Eu canto samba porque só assim
Eu me sinto contente
Eu vou ao samba porque longe dele
Eu não posso viver!
Com ele eu tenho de fato,
Uma velha intimidade
Se fico sozinho, ele vem me socorrer.
Há muito tempo eu escuto esse papo furado
Dizendo que o samba acabou:
"Só se foi quando o dia clareou"!

terça-feira, novembro 17, 2009

Foi um Sucesso


Não poderia ter sido melhor a primeira ação em comemoração aos 30 anos de Pedrinho Cavalléro. O show no Margarida Schivasappa no dia 04/11/09, foi perfeito de público, de carinho, de emoção. Com a produção da Sonido, tendo a frente minha querida Vanja Lima, que não poupou esforços para que tudo acontecesse a contento e uma banda maravilhosa formada por Thiago D'Albuquerque de bateria, Wilson Veloso de baixo, Lenílson Albuquerque de teclados e´Abner César de sax e flauta.O show foi "pur demais"! Clarisse Grova com suas interpretações impecáveis, nos proporcionou momentos de rara emoção e prazer. A todos que colaboraram com o evento, minha família, os patrocinadores, amigos, meu MUITO OBRIGADO!

Mestre Verequete


Desenho de Biratan Porto

Passei uns dias sem postar por estar totalmente envolvido com show e projetos. Não posso ficar sem citar a morte de Mestre Verequete, um dos ícones da música paraense.

Após seis dias de internação, o músico Augusto Gomes Rodrigues, o Mestre Verequete, morreu na tarde desta terça-feira (03), no Hospital Barros Barreto. Verequete não resistiu ao quadro de pneumonia e infecção respiratória. Ele estava no Centro de Terapia Intensiva (CTI) desde domingo (01) e respirava com a ajuda de aparelhos. O músico estava com 93 anos.

A história do Rei do Carimbó

Uma jovem chamou Augusto Gomes para conhecer um batuque no bairro da Pedreira. Em meio a roda, o pai de santo cantou 'Chama Verequete' e a partir daí Augusto decidiu trocar de nome e então surgiu o Mestre Verequete.

Mas se engana quem pensa que foi apenas aí que o carimbó começou a fazer parte da sua vida. Aos três anos de idade, no mesmo ano em que sua mãe morreu, Verequete se mudou com seu pai, Antônio José Rodrigues, para o município de Ourém, desenvolveu os primeiros passos do ritmo que no futuro seria mestre: o carimbó.

Mestre Verequete nasceu no município de Quatipuru, na região bragantina, nordeste do Pará, e com esse apelido acabou ganhando fama e respeito, sendo cosiderado o 'rei dos tambores', um ícone da cultura regional. Ao longo da carreira, gravou dez discos e quatro CDs. Uma produção que lhe rendeu o Prêmio Mestre Humberto Maracanã, do Ministério da Cultura.

O 'Rei do Carimbó' teve sua história contada no filme 'Chama Verequete', nome de uma de suas músicas mais conhecidas. A produção foi a vencedora do Kikito de Ouro na categoria curta metragem no Festival de Gramado, um dos mais reconhecidos festivais de cinema do país. Em Brasília, Verequete recebeu do governo federal o título de Comendador da República.

MEUS APALUSOS AO MESTRE VEREQUETE!

sexta-feira, outubro 30, 2009

30 Anos dia 04/11 no Teatro Margarida Schivasappa no Centur


Agora sim!
Ta tudo certo pro primeiro show em comemoração aos 30 anos de carreira de Pedrinho Cavalléro. Todos os apoios fechados e a grande Clarisse Grova, chega a Belém no próximo dia 02/11. Uma banda maravilhosa formada pela Bateria de Thiago D'Albuquerque, Baixo de Wilson Veloso, teclados de Lenílson Albuquerque, sax de Cesinha, violão e voz de Pedrinho Cavalléro e Clarisse Grova. Só falta vocês que gostam e valorizam nossa música. Esperamos por todos!

segunda-feira, outubro 26, 2009

Exposição de Natal



Acontecerá dias 08, 09 e 10 de novembro : dia 08 de 16 às 20:00 e nos outros dias de 10:00 as 20:00. Terá Exposição de mesas de natal e no bazar Armínia Souza, Kathia Monteiro de Castro, Marcia Yamada e Artemãos. Ingresso 10,00 que irá ajudar os moradores do lixão do Aurá. Estou a disposição, mandem mensagens. E a coleção está linda! Beijos da Márcia

sexta-feira, outubro 16, 2009

Projeto 1/4 de música apresenta: Portal Norte da MPB Pedrinho Cavalléro e Clarisse Grova 04/11


---Fala Galera!
Esse ano estou fazendo 30 anos de carreira e 50 anos de vida. Várias ações foram pensadas pra comemorar esta magna data,rsrs. Gravação de Cds, palestras nas escolas e shows. Chamei a Sonido de minha amiga Vanja Lima, para fazermos uma parceria. Através do seu Portal Norte da MPB, vamos iniciar uma série de shows em solo ou com convidados. Lembrei primeiramente de minha amiga Clarisse Grova, lá do Rio de Janeiro. Pra quem não conhece a Clarisse, ela é uma das mais requisitadas cantoras das noites cariocas. Se apresentou durante muitos anos ao lado do grande e inesquecível Luizinho Eça, fazia a voz da Maysa na mini série da globo, quando se ouvia ela cantando de violão e voz. Participou daquele celebre CD que comemora os 50 anos do Aldyr Blanc e foi chamada por ele e Cristovão Bastos, para gravar um CD só com músicas dos dois, ou seja a mulher é uma fera que generosamente vem numa pororoca de talento e beleza, enriquecer essa comemoração. O show vai acontecer pelo projeto 1/4 de Música no Teatro Margarida Schivasappa, dia 4/11 às 20h, acompanhados de banda.
PARTICIPAÇÃO ESPECIAL: POETA RONALDO FRANCO
Esperamos vcs por lá.
Divulguem pros amigos!

visitem www.myspace.com/pedrinhocavallero

contato: 9602-7255 Vanja / 9180-8560 Pedrinho Cavalléro

quarta-feira, outubro 14, 2009

Dia 15, Quinta, Dois na Bossa no Bar Vitrola


Mário Lopez, grande amigo e dono do Bar Vitrola, me fez um convite para fazermos eu e o Maca Maneschy(foto) um show especial em homenagem a Bossa Nova, estilo que somos apaixonados. O "Dois na Bossa", vai acontecer no dia 15/10/09, às 23:15h na companhia luxuosa da bateria de João Moleque e baixo de Wilson Veloso. Aguardem que vai ser da pesada.

quarta-feira, outubro 07, 2009

Ouça e Dance na AABB dia 20 de Novembro

O projeto "Ouça e Dance", que acontece todas as sextas feiras na AABB, esta sendo um grande sucesso. Uma idéia primorosa da diretoria que mescla artistas paraenses, cantores e compositores em que o trabalho quase não chega a grande mídia, com artistas que a proposta é de fazer baile com músicas populares e dançantes. Deu tão certo que a diretoria nos chamou, eu e Thiago D'Albuquerque de percussão, para bisarmos no dia 20 de novembro às 20h, sendo precedido da dupla Ivanna e Kássio, com seus teclados mágicos.