sexta-feira, junho 11, 2010
Nazaré Pereira- SOUVENIRS

Recebi o convite irrecusável dessa guerreira amazônida, amiga, parceira,pra participar do show Souvenirs, juntamente com o Adilson Alcântara que é o show-man paraoara.
Nazaré falando um pouquinho do show:
Nesse show farei uma pequena viagem pelas minhas lembranças. De Xapuri a Belém e de Belém para os palcos de alguns países do mundo, principalmente para o palco do OLYMPIA, na França, onde resido.
Passeando entre as canções, contarei algumas histórias, às vezes engraçadas, às vezes dramáticas, coisas que fui recolhendo nos caminhos da vida e que solidificaram a minha existência, dando-me força e coragem para continuar defendendo nossos valores brasileiros e amazônicos. Na minha bagagem trago o teatro, a música e a dança, partes integrantes de mim, transformados em SOUVENIRS e momentos de muita emoção, que dividirei com vocês.
Nazaré Pereira
terça-feira, junho 01, 2010
A Lucidez de Cacá Carvalho

Navegando no blog do meu parceiro e amigo Ronaldo Franco, deparei com a entrevista desse grande paraense, Cacá Carvalho.
no Diário do Pará > respondendo à pergunta de Dominik Giusti:
.
Como você analisa as políticas públicas de cultura do Estado?
.
Cacá: Eu acho que não só o Pará, ou Belém, mas talvez uma geração tenha sido penalizada porque a gestão cultural, no sentido de quem detém o poder de gestão, é formada por elementos que não são ativos culturais, porque o ativo cultural precisa gostar de gente e de cultura, e da cultura da gente.
.
Normalmente são cargos de natureza política, de gente que gosta de política com a cultura, e não de política cultural.
.
É preciso pensar na cultura ativa, que provoca o desenvolvimento do cidadão. A cultura é humanitária, pensa no homem, não no evento político da cultura tão somente.
.
Mas esse não é o problema de Belém ou do Pará, de jeito nenhum.Eu não faço política cultural, nem pretendo fazer, mas não vejo os gestores fazendo algo para aquele outro, que na realidade é igual a nós, que não vive, mas dorme sob o calor úmido desse berço em que nascemos, que é essa cidade.
.
Ninguém poetiza sobre a cultura.
Não se pode ver a vida apenas pelo lado pragmático e objetivo. A cultura é subjetiva.
.
O título do espetáculo que eu trago é altamente significativo. Quando eu falo "O Homem Provisório" é porque acredito que este estado em que vivemos é provisório.
.
Uma nova qualidade de homem precisa nascer, e uma nova qualidade de homem depende de cada um de nós.
.
É bom que fique claro que não é uma crítica de A ou B que está sentado na cadeira fazendo gestão de secretaria em Belém ou Pará. Digo isso para o Matarazzo em São Paulo. Não é contra isto, é contra o todo.
.
Não dá para ser mais no mesmo sistema, nem no voto, nem no comportamento ridículo dessas pessoas que estão no poder.
.
Eu e milhões não merecemos ser tratados como gado.
Eu falo em meu nome e em nome de milhões.
segunda-feira, maio 03, 2010
Três na Bossa
Thiago D'Albuquerque- bateria, Wilson Veloso- Baixo e Pedrinho Cavalléro- violão e voz.
Esse é o "Três na Bossa" que vai embalar com muita bossa as noites de quarta feira, com o show "BATIDA DIFERENTE", no DONNA NOITE, Boa Ventura da Silva, bem na esquina da D. Romualdo de Seixas.
BATIDA DIFERENTE ESTRÉIA NESSA QUARTA NO DONNA NOITE

Nessa quarta feira, 05/05/10 , estreamos o show BATIDA DIFERENTE no DONNA NOITE a partir das 23:30h, depois do jogo Flamengo X Corínthians. A proposta é de fazer todas as quartas um show que fala sobre esse movimento que fez 50 anos e foi um dos mais importantes e bonitos da música brasileira, a Bossa Nova. Na realidade, foi a partir daí que a música brasileira ficou conhecida no mundo todo, sendo um dos nossos melhores produtos de exportação. O trio formado por Pedrinho Cavalléro de violão e voz, Wilson Veloso de baixo e Thiago de Albuquerque, bateria,Três na Bossa, vai navegar nas canções que marcaram esse movimento. O ambiente aconchegante DONNA NOITE, vem rimar com o bom gosto das canções de Tom, Vinícius, Carlos Lyra, Menescal, Bôscoli, Jonhy Alf, Baden Powell, do nosso paraense Billy Blanco e da turma de compositores locais da melhor qualidade que também navega nesses mares bossanovísticos.
APAREÇAM!!!!!!
sábado, abril 03, 2010
Cláudia Cunha em Belém
quarta-feira, março 31, 2010
Valeu, Vavá da matinha!
É com muito pesar que anuncio a morte do grande Oswaldo Oliveira, o Vavá da Matinha. Tive a oportunidade de conhecer o Vavá em 2000, quando estava produzindo o CD “Nosso Cantar Paid’Égua” em comemoração aos 50 anos da Y.Yamada. Esse CD era uma pequena mostra da música paraense em suas várias vertentes da MPB ao Brega. Uma das faixas era um pout-pourri de músicas românticas antológicas, que ficaram na memória dos paraenses. Chamei o Joba que magistralmente interpretou 3 músicas: Sinceramente(Milton Yamada), Poema de Amor( Wilson Fonseca) e Só Castigo( Oswaldo Oliveira). Então fui descobrir que o Vavá estava novamente no Pará, morando em Castanhal. Pronto! Foi uma festa conhecê-lo. Ele era muito engraçado e ouvir suas histórias era de um prazer enorme, pois ele pertenceu ao casting de artistas da Continental, depois da CBS e chegou a desbancar até o rei Roberto Carlos em vendas numa época de sua vida. Ele foi um dos poucos paraenses que teve realmente, sucesso nacional. De lá pra cá encontrei várias vezes com ele e chegamos a trabalhar juntos em algumas oportunidades. O Vavá foi um dos pioneiros do brega paraense e abriu caminho para muitos, inclusive para a banda Calypso, por ser uma pessoa muito bem relacionada no meio.
Valeu Vavá!
Um abraço do seu amigo
Pedrinho Cavalléro
Vavá da Matinha: abre-ales do brega paraense
Ele sempre se auto-intitulou “um paraense autêntico”, desses que amam e exaltam a beleza de sua terra natal, mesmo estando distante dela. Esteve ao lado de grandes nomes da música nacional e, em 1972, chegou a superar o rei Roberto Carlos em vendas de discos, nas regiões Norte e Nordeste. Dada a dica e se você pensou e respondeu Osvaldo Oliveira ou, simplesmente, Vavá da Matinha, está certíssimo. Mas, se nunca ouviu falar desse grande artista, não caia no desânimo. Você vai conhecer, nessas linhas, um dos precursores da música brega paraense e o responsável por abrir o caminho do sucesso para tantos cantores e bandas conhecidas, como a Calypso, por exemplo.
Cantor e compositor, Vavá da Matinha (apelido dado pelo amigo e saudoso radialista Eloy Santos), começou a carreira cantando em programas de auditório da Rádio Clube do Pará, no final da década de 1950. Daí ganhou notoriedade e o Brasil. Era considerado o Jackson do Pandeiro do Pará, só que seus ritmos tinham um balanço diferente de qualquer influência baiana ou carioca. Mais uma prova de sua autenticidade musical, presente em canções cheias de referências às coisas da terra, às crenças, às comidas, ao Ver-o-Peso e ao bairro onde nasceu, a Matinha, hoje bairro de Fátima. “Pará e Bahia”, “A Beleza da Rua” e “O Canto do Galo” são algumas das obras bairristas dele que fizeram grande sucesso. “Gravei pelo menos 64 músicas exaltando o Pará e acho que talvez tenha sido o cantor que mais falou desse Estado em suas canções. Enquanto baianos como Dorival Caymmi exaltam a Bahia, eu exalto o Pará. Morro defendendo o meu Estado”, disse em entrevista há três anos para a TV Cultura. Aliás, um de seus últimos depoimentos gravados, desde que fixou residência em Fortaleza. Vavá da Matinha só voltou a aparecer na imprensa recentemente, devido ao seu estado de saúde debilitado. Vavá começou sua carreira cantando forró, mas foi com o bolero (uma espécie de embrião do brega) que ganhou fama nos anos de 1970. Vendeu muitos discos, foi o primeiro cantor a gravar um merengue com letra (“A Deusa do Mercado São José”) e teve muitas de suas composições gravadas por gente como Jackson do Pandeiro, Bezerra da Silva e o forrozeiro Abdias.
O primeiro registro musical do artista aconteceu em 1960, com a gravação de duas músicas numa coletânea da gravadora Continental. No ano seguinte, gravou um disco “compacto” e o primeiro LP “Eternas lembranças do Norte”, com quatro composições e a maioria das músicas no ritmo do forró. A propósito, o cenário musical da época evidenciava artistas como Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro e Vavá fazia parte disso. Ele também esteve na caravana do forró percorrendo o Brasil, juntamente com Marinês, Messias Holanda, Trio Nordestino e outros.
Na sequência, vieram mais três LPs pela gravadora CBS. Mas foi em 1972 que Vavá da Matinha estourou de vez. A música “Só castigo”, do disco de boleros com o mesmo título, fez o cantor ultrapassar em vendas Roberto Carlos, nas regiões Norte e Nordeste. O sucesso foi tamanho que abriu caminho para outros bregueiros que se tornariam verdadeiras estrelas, como o pernambucano Reginaldo Rossi.
A trajetória de Vavá seguiu adiante na década de 1970, com o lançamento de vários discos de bolero, mas começou a estancar e cair no ostracismo a partir dos anos de 1980. O artista se refugiou em Castanhal e depois Fortaleza, vindo a Belém esporadicamente. Atualmente, faz tratamento na capital paraense, onde se recupera de um AVC. Sem empresário e sem recursos, antes de adoecer, Vavá aceitava realizar shows por cachês não dignos para sua grandeza musical.
Vavá por outros artistas
“Vez ou outra um fã tenta trazê-lo à atmosfera. Um CD com músicas dele, coordenado pelo maestro Manoel Cordeiro, um dos fundadores da banda Warilow, foi gravado há alguns anos. Gente da música como Dudu Neves, Almino Henrique e o próprio Quaderna, por volta de 2007, tentaram trazê-lo de volta. Creio que ele seja um dos mais notáveis de nossa música, pois teve grandiosa projeção nacional entre as décadas de 60 e 70. Não lembro de muitos artistas paraenses que tiveram essa caminhada. Posso contar nos dedos: Billy Blanco, Waldemar Henrique, Ary Lobo, Fafá de Belém, Jane Duboc, Banda Calypso, Beto Barbosa, entre poucos. Assim, a importância do Osvaldo é inquestionável. Ele é um grande compositor e um dos referenciais no merengue brasileiro; quem primeiro gravou o estilo, cantando. O Vavá é um cara que tem seu dedo na trajetória de nossa música”.
Allan Carvalho, cantor e compositor do grupo Quaderna
“A forma singela e inocente de compor fez do Vavá um dos ícones desta música mais popular que criteriosamente seria uma crônica urbana e, agregado ao fato de que os primeiros a criarem sempre serão os verdadeiros precursores, este mérito o torna ainda mais autêntico. A obra dele é algo personificado, sem copiar absolutamente ninguém. Temos a certeza do artista presente com a sua criação mais original e mais digna. O que falta para mantermos em evidência nomes importantes para nossa música? O respeito de quem de direito pela cultura, sobretudo do criar, e estabelecer como paradigma a competência e o valor, que pode ser encontrado em obras rebuscadas, perfeitas e também em admiráveis simples canções”.
Alcyr Guimarães, cantor e compositor
Por que se orgulhar?
Vavá da Matinha é um dos precursores da música brega no Pará. No auge de sua carreira, na década de 1970, chegou a superar o rei Roberto Carlos em vendas de discos nas regiões Norte e Nordeste. Compositor apaixonado pela terra natal, gravou pelo menos 64 músicas dedicados ao Estado e teve diversas outras obras gravadas por grandes nomes da Música Popular Brasileira, como Jackson do Pandeiro e Bezerra da Silva.
Matéria do "Diário do Pará".
HOJE NO COPA 70

A convite do meu amigo Adilson Alcantara, estarei participando hoje a partir das 22h da programação de aniversário do Bar Copa 70, aquele ali da antiga 1º de Dezembro, hoje João Paulo II. Bar tradicionalíssimo de nossa cidade, me sinto honrado pelo convite, pois é a primeira vez que nesses meus 31 anos de carreira, toco nesse palco.Parabéns a todos, proprietários e frequentadores por todos esses anos de existência. O COPA 70 esta ai provando que Belém já não é mais a terra do já teve.
Compareçam!!!
SHOW ENTRE AMIGOS

SHOW ENTRE AMIGOS
A música está sempre presente em nossas vidas seja ela interpretada só pelo canto, ou pelos instrumentos, ou pelos dois numa harmonia perfeita.
Música alegra, relaxa, agita, comove e tantos outros sentimentos.
Música une as pessoas. E é com esse sentimento que Pedrinho Cavalléro, Mário Mouzinho e as equipes da Igara Produções e Eventos e Sonido Produções Artísticas em parceria com músicos, cantores e técnicos atuantes na área musical, se reuniram em um gesto de amizade e solidariedade para cantar e tocar em prol de angariar recursos financeiros para ajudar no restabelecimento de dois colegas: Jorge Eggs e José Sagica, que encontram-se internatos no Hospital Metropolitano de Belém, em virtude de um acidente terrestre ocorrido na estrada de Cachoeira do Piriá, no dia 13 de março, quando retornavam de suas funções artísticas.
Os músicos sofreram fraturas múltiplas: Jorge Eggs sofreu um leve traumatismo craniano e José Sagica, precisa ainda submeter-se a procedimentos cirúrgicos o que os impossibilitam de trabalhar.
Vamos lá!!
quinta-feira, março 25, 2010
segunda-feira, março 01, 2010
sábado, fevereiro 06, 2010
Clube da Bossa no MPB BAR todas as Quartas

Márcia Yamada, Billy Blanco e Pedrinho Cavalléro.
Sou apaixonado pela música brasileira. Gosto de tudo, toda diversidade rítimica. O importante é que seja bem feita, sem compromisso com modismos. Compromisso só com a beleza.A Bossa Nova, com certeza é um divisor de águas nessa história. Não que seja melhor ou pior, mas sem dúvida, marcou uma fase de transição que nosso país vivia. João Gilberto, Tom, Vinícius, Baden Powell, Billy Blanco, Dolores Duran, Carlos Lyra, Roberto Menescal, Ronaldo Boscoli, Jonhy Alf, João Donato, entre outros, escreveram belíssimas canções com melodia e harmonia sofisticadas que me encantaram e acabaram de certa maneira, influenciando meu trabalho. Fui estudar violão em cima desses exemplos. Intérpretes do nivel de Leny Andrade, Pery Ribeiro,Claudete Soares, Alayde Costa, Silvinha Telles, Nara Leão, Doris Monteiro, eternizaram essas canções que até hoje soam como novas no meu ouvido. Então, queremos relembrar essas canções que marcaram essa fase, todas as quartas, as 21h no CLUB MPB BAR, ali na Municipalidade bem na esquina da Soares Carneiro. Mas, não para por ai. Pensei que uma voz feminina poderia embelezar mais ainda esse momento. Então chamei uma amante da bossa, que não é profissional, mas de um timbre grave, bonito, pra compor comigo e o Murício Nery de percussão, o cenário: Márcia Yamada.
FALA MÁRCIA
A bossa nova foi marcada pelas inúmeras reuniões informais que juntavam amigos, pra tocar, cantar, compor, tomar uma ou umas... As quartas no MPB Bar trazem este clima de volta, Pedrinho Cavalléro convida para o clube da bossa, não necessariamente cantores conhecidos, mas também simplesmente amantes deste ritmo tão brasileiro como eu... Então amigos na quarta-feira dia 10 no MPB Bar Pedrinho Cavalléro e eu Marcia Yamada no Clube da Bossa!
Amantes da Bossa, compareçam!
terça-feira, janeiro 12, 2010
Bembelelém, Viva Belém Paid'égua!

Palacete Bolonha no olhar de Edinaldo Silva.
Hoje nossa morena Belém está no berço. Quase 400 anos e nem parece. Sempre formosa e com o mesmo poder de me emocionar com os detalhes de sua arquitetura, seus casarões, suas praças que marcaram minha infância. Nasci aqui e provavelmente vou morrer aqui. Todas as vezes que viajo e navego por outros mares, vou com a certeza de que volto. E isso me energiza, me nutri de amores, para conviver com minha família e inspirar minhas canções.
Só estou "embatucado" com uma coisinha; Queria saber se Salvador, Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro e outras cidades, comemoram seus aniversários com artistas de outros estados. Acho que essa comemoração está "pur demais capenga", com monte de artistas de fora, que não tenho nada contra, mas aniversário da nossa cidade tem que ser comemorado por nós, artistas paraenses, que convivemos e aprendemos a amá-la com todas as virtudes e defeitos, e nos embebedamos com sua beleza, paisagens, cultura, com nosso povo. É por isso que a cantamos com nossa alma. Apesar dos pesares,TE AMO! BEMBELELÉM!VIVA BELÉM!
Bom Dia Belém
Edyr Proença/Adalcinda Camarão
Há muito que aqui no meu peito
Murmuram saudades azuis do teu céu
Respingos de ausência me acordam
Luando telhados que a chuva cantou
O que é que tens feito
Que estás tão faceira
Mais jovem que os jovens irmãos que deixei
Mais sábia que toda a ciência da terra
Mais terra, mais dona do amor que te dei
Onde anda meu povo, meu rio, meu peixe
Meu sol, minha rêde, meu tamba-tajá
A sesta o sossego da tarde descalça
O sono suado do amor que se dá
E o orvalho invisível na flôr se embrulhando
Com medo das asas do galo cantando
Um novo dia vai anunciando
Cantando e varando silêncios de lar
Me abraça apertado, que eu venho chegando
Sem sol e sem lua, sem rima e sem mar
Coberta de neve, lavada no pranto
Dos ventos que engolem cidades no ar
Procuro o meu barco de vela azulada
Que foi de panada sumindo sem dó
Procuro a lembrança da infância na grama
Dos campos tranquilos do meu Marajó
Belém minha terra, minha casa, meu chão
Meu sol de janeiro a janeiro a suar
Me beija, me abraça que quero matar
A doída saudade que quer me acabar
Sem círio da virgem, sem cheiro cheiroso
Sem a "chuva das duas " que não pode faltar
Cochilo saudades na noite abanando
Teu leque de estrelas, Belém do Pará!
Trechos da carta de Mário de Andrade a Manuel Bandeira, quando de sua visita à Belém em 1927.
Belém, junho de 1927
Querido Manu,
Estamos numa paradinha pra cortar canarana da margem pros bois de nossos jantares. Amanhã se chega em Manaus e não sei que mais coisas bonitas enxergarei por este mundo de águas. Porém me conquistar mesmo a ponto de ficar doendo de desejo, só Belém me conquistou assim. Meu único ideal de agora em diante é passar uns meses morando no Grande Hotel de Belém. O direito de sentar naquela terrasse em frente das mangueiras tapando o Teatro da Paz, sentar sem mais nada, chupitando um sorvete de cupuaçu, de açaí, você que conhece mundo, conhece coisa melhor do que isso, Manu? Me parece impossível.
Olha que tenho visto bem coisas estupendas. Vi o Rio em todas as horas e lugares, vi a Tijuca e a Stª. Teresa de você, vi a queda da serra pra Santos, vi a tarde de sinos em Ouro Preto e vejo agorinha mesmo a manhã mais linda do Amazonas. Nada disso que lembro com saudades e que me extasia sempre ver, nada desejo rever com uma precisão absoluta fatalizada do meu organismo inteirinho. (...)
\"Quero Belém como se quer um amor. É inconcebível o amor que Belém despertou em mim. E como já falei, sentar de linho branco depois da chuva na terrasse do Grande Hotel e tragar o sorvete, sem vontade, só para agir\"
Festival de Marchinhas
Sinceramente, adorei o festival que acabou mexendo com toda a comunidade de artistas e amantes dos velhos carnavais. Por motivos profissionais, só consegui assistir parte da final, que aconteceu no sábado no teatro Margarida Schivasappa, mas me emocionei com o que vi. A beleza das marchinhas, o cuidado e o respeito com que a bandinha executava as músicas, e a galera emboída do espírito carnavalesco, fantasiados, produzidos, que culminava no palco numa explosão de alegria. Poucas vezes acertei o resultado dos festivais, dos quais participo desde garoto, mas achei justíssimo o resultado do grande vencedor. Uma marcha rancho, lindíssima e muito bem interpretada, executada e arranjada pelo Cizinho, de autoria de sua esposa Deyse Puget. Ficamos, eu e o Cézar Escócio com um honroso 2ºlugar com a nossa bem humorada, " Se Colou Colares". Parabéns aos vencedores e parabéns ao Elói Iglesias pela idéia e execução do projeto pela Celeste e Rômulo. Agora, ouçam as opiniões e amadureçam as idéias pra que os próximos sejam mais bacanas ainda!Que venham outros!
quarta-feira, janeiro 06, 2010
"A Mesma Máscara Negra"
Alô Galera!
O Festival de Marchinhas carnavalescas vai começar nos dias 7,8/01 eliminatórias e a final dia 9/01 no Margarida Schivasappa sempre as 20h. Tô concorrendo com duas: "Se Colou, Colares" em parceria com César Escócio que será interpretada pelo Tadeu Pantoja e "Ninguém Sabia de Nada" em parceria com Abdias Pinheiro, interpretada pela cantora Lívia Rodrigues. Apareçam!
quarta-feira, dezembro 30, 2009
Zizi Miranda, Sai da Estória e Entra Pra História!
Marido, pai, avô, Bisavô, boêmio, notívago, músico, cantador, contador de estórias, amigo. No início da madrugada do dia 26/12/2009, seu Zizi partiu dessa pra melhor, como dizem. Fico imaginando a festa na chegada dele lá em cima. Dona Palmira de vestido novo, Jango já tocando sua harpa, pq virou anjo,rsrs, Seu Elias com seu violão tenor, Dona Elza, Zeca e Barão dando suas bordoadas com seu violão, Concinho, já solando no cavaco o "Brasilicado", Ribinha e o seu canto elegante, grande Gino do Cavaco, e toda a turma do Telégrafo que se foi. Seu Zizi vem de uma família de artistas e gerou filhos, netos e bisnetos artistas. Pai do compositor Luiz Miranda, o Lula Miranda do samba, do saudoso Jango Miranda, cantor, violonista e compositor, meu parceiro e de Jorge Andrade, da artista plástica e vereadora do PPS em Colares, Tereza Miranda, da cantora Ângela Miranda, da ex campeã de tênis Marilú Miranda e do ex-Jogador de futebol, ex- Remo e Trem de Macapá, Miranda. Como se não bastasse os filhos, seus netos também são artistas como a cantora Andréa Pinheiro, seu irmão cineasta Ricardo Miranda, a fotógrafa-cantora Érika Miranda e agora seus bisnetos como o Joãozinho, filho da Andréa, que está florescendo, se mostrando um grande violonista. Conheci seu Zizi em 1971, quando estudei com o Jango no Deodoro de Mendonça e participamos do festival de música que ele ganhou e eu fiquei em segundo lugar. A partir de 1976, comecei conviver mais perto da turma da Manoel Evaristo, por causa do meu parceiro Jorge Andrade, que mora lá até hoje. Ali, naquele pedaço, fiz muitos amigos, me nutri de muita música boa, sentimentos bons, e muitas histórias e estórias, principalmente. Um bando de gente que tinha como lema ser feliz, dar risadas , Cantar e beber por qualquer motivo. Seu Zizi era um deles. Pai de uma galera que seguiu seus passos de boemia, música e felicidade, ele se misturava com a gente, que nem parecia 40 anos mais velho. Aprendi muitas canções e dei muitas risadas com suas "estórias" que entraram pro folclore do bairro do Telégrafo e agora ele entra pra história da minha vida. Vá pra sua festa, seu Zizi! A galera lá de cima devia estar com saudades também. Agora, nós que vamos ficar, mas entendemos o ciclo. Até um dia! Foi um prazer te conhecer, conviver contigo! Tu és um exemplo de vida pra mim!
Grande abraço
Pedrinho Cavalléro
terça-feira, dezembro 15, 2009
A Banca do Distinto, Votação até dia 30/12
Pedrinho Cavalléro, Edgar Augusto Proença e Billy Blanco na Feira do Som
Soube através do meu amigo Fábio Gomes do blog SOM DO NORTE, que o vídeo em que canto a Banca do Distinto de Billy Blanco, no DVD que gravamos em homenagem a esse grande compositor paraense, foi selecionado para concorrer a enquete de Música do Ano da região Norte - a votação vai até o dia 30 em http://somdonorte.blogspot.com ou é só ir na minha lista de blogs à direita que vcs encontram o link.
Vamos lá galera que ainda dá tempo!
SHOW BENEFICENTE "JOÃO NETO ENTRE AMIGOS" DIA 19/12

Lembrando que o "Show João Neto Entre Amigos" está confirmado e vai acontecer no Bar Quintal, Trav. Alm. Wandelkolk 322, entre S. Lemos e J. Pimentel a partir das 22h, neste sábado, dia 19/12/09.
Com apresentação de Guto Braga, o show tem presença confirmada dos seguintes artistas, cada um apresentando 3 músicas: Pedrinho Cavalléro, Nazaré Pereira, Nêgo Nélson,Alcyr Guimarães, Pedrinho Calado, Almino Henrique,Maurício Nery,Aíla Magalhães, Adilson Alcântara, Delcley Machado, Heraldo, Lívia Rodrigues,Ivan Cardoso,Mário Mousinho,Silvinha Tavares e o Gaia na Gandaia.
Divulguem pros amigos!
Abraço-açú
quinta-feira, dezembro 10, 2009
Pedrinho Cavalléro estréia nete sábado no CLUB MPB BAR

Neste sábado, dia 12/12/09, estarei estreando no CLUB MPB BAR que fica na Trav. Municialidade, esquina com a Trav. Soares Carneiro a partir das 22h. A proposta é de aportar nesse caís e marcar encontros musicais todos os sábados. O bar pertence ao meu amigo Marcos Cantuária, que dentre outras profissões, também é músico. Vindo de uma familia de artistas, sensível e cuidadoso com o som e o atendimento a seus clientes, o CLUB MPB BAR veio pra ficar. Nossa Belém merece um espaço com esse requinte musical.VIDA LONGA ao MPB BAR!
Apareçam e confiram!
Assinar:
Postagens (Atom)



