segunda-feira, agosto 31, 2009

Terça Feira é dia de Pedrinho Cavalléro no Relicário



Todas as terças, a partir das 21h, na companhia luxuosa de Thiago D'Albuquerque, Pedrinho Cavalléro canta um repertório repleto de belas canções brasileiras que navegam em vários rios de norte a sul desse país rico e diverso. A partir de suas canções, passa por um cenário vasto de compositores de cepo bom, mestres do samba como Paulinho da Viola, João Nogueira, Paulo César Pinheiro, Eduardo Gudin, Cartola, Nélson Cavaquinho, Noel Rosa, a Chico Buarque, Edu Lobo, Ivan Lins, João Bosco, Aldyr Blanc, Djavan, Dory e Dorival Caymmi, aos papas da Bossa como o paraense Billy Blanco, Tom Jobim,Vinícius de Moraes, Carlinhos Lyra, Jonhy Alf, João Donato a Caetano Veloso, Gilberto Gil, a galera da música paraense como Paulo André Barata, Nilson Chaves, Vital Lima, Joãozinho Gomes, Ronaldo Silva, Marco André, e muitos outros grandes compositores.
Apareçam

terça-feira, agosto 18, 2009

Lançamento do CD Banquete de Felipe Cordeiro


Felipe Cordeiro é um dos compositores mais férteis de sua geração. Estudante de filosofia da UFPa, é ousado na construção de suas letras e melodias. Filho do meu compadre, maestro Manoel Cordeiro(Warilow), músico, compositor e produtor, renomado no país, segue o mesmo caminho com muito talento e criatividade. Participante assíduo dos festivais de música por esse país, Felipe Cordeiro, está se tornando um nome respeitado, um grande vencedor. "Banquete" é seu primeiro CD. Ah!ia esquecendo; É meu parceiro!!!rsrsr
IMPERDÍVEL!!!

O olhar de Paulo Cavalléro


O Jovem e promissor fotógrafo, Paulo Cavalléro, registrou com seu olhar sensível, o verão 2009 de Mosqueiro, praia do Marahú. Vale a pena conferir!

terça-feira, julho 14, 2009

O Verão Tá Ai!!!

Parte da turma de Algodoal julho de 1976

Adoro o verão! Aliás, adoro todas as estações! Aliás, adoro viver!
Mas vamos nos ater ao verão.
Essas cores vivas, esse matiz, me faz voltar no tempo e relembrar aquele frisson, aquele frio na barriga que sentia quando via a olhos nus a mudança do tempo. Era o momento de preparar as malas, estrear o short de banho da moda que trazia do Rio de Janeiro, onde parte de minha família mora e passava todas as férias de janeiro (Chique!rsrsr), pra impressionar as meninas, as "cocotas"(Putz!rsrsr), comprar cordas novas pro violão, aprender as músicas do momento, Chico, Nara, Gal, Bethânia, Paulinho da Viola, Toquinho e Vinícius, Caetano, Gil, juntar com os coroas, Caymmi, Noel, Cartola, Nelson Cavaquinho,etc.. e partir rumo as praias do belo litoral paraense. A gente ia só com a alegria, o violão, muito pouca grana e uma vontade imensa de ser feliz. Onde ficar era de menos; Casa de amigos, barraca ou o famoso "Hotel Sereno", tudo era motivo de uma grande festa. Mas lembro muito bem daquele verão de 1976. Ali no alto dos meus 17 anos, tesão à flor da pele(no mais amplo sentido), fui com meu violão e um monte de amigos conhecer aquela ilha encantada que a "patota" há muito falava, Algodoal. Manoel Paulo(finado), Geraldo, Budy, Mário Henrique, Luiz Otávio, os irmãos Sena, Zé Otávio(La Ursa), Filé(o repórter que dá pé), Zé do Carmo Martha, Adriano Souza(Irmão do Alexandre Souza), Baiano, todos nossos vizinhos de Batista Campos, juntamos com uma turma de aventureiros que encontramos na travessia de Marudá pra Algodoal e desde então ficaram nossos amigos, Daniel Fernandes(Black), Augusto Fonseca(Louro), dois grandes músicos,e o Bertolo, que fazia educação física. Claro que todos iam lá em cima, do lado de fora do barco, já tomando umas, cantando, contando e ouvindo histórias, ansiosos por chegar. No meu caso, era a primeira vez que ia pra ilha e tudo era novidade, desde a travessia, até aquela sensação de estar sozinho com a turma. Lembro bem que quando a gente ta chegando na ilha, olhando do mar, aparecem aqueles morros de dunas de areia, lá na ponta da ilha, por isso o nome da praia, que hoje chamam de praia da Princesa, os nativos a chamam de "Praia dos Morros", onde fica localizado o "lago encantado da Princesa". Quando o barco ancorou, na ponta da praia com aquela areia fina e branquíssima, demos de cara com um bar, onde fomos muito bem recebidos pelos donos, que era um casal de jovens( Mamede e Nona), com um monte de filhos pequenos. Ficamos por lá. Eles nos cediam uma palafita, onde guardavam peixe salgado, pra nós atarmos as rêdes, mais o peixe do almoço e janta e a gente em troca, tocava, fazia as "serenas" como a Nona dizia, e levava uma galera pra consumir no bar deles. Pronto! Férias de julho garantida! Nunca vou esquecer as paqueras, as serestas na praia, no campo, e o céu maravilhosamente estrelado de Algodoal. Agente era feliz e sabia!

quarta-feira, junho 03, 2009

Walter Bandeira


Esse é um capítulo a parte na história da música paraense. Acho que ele é um divisor de águas. Irreverente e visceral em suas interpretações, Walter fez uma escola nessa cidade. Cantor de timbre grave belíssimo, mas que também passeava entre os agudos,médios e tudo mais que aparecesse. Começou sua carreira nos anos sessenta, mas foi nos anos setenta, que se consagrou para o grande público da cidade, cantando em clubes e gravando seus primeiros LPs, como Crooner e parceiro de Guilherme Coutinho. Nos anos 80 começou a se apresentar ao lado do excelente Grupo Gema(Sagica de bateria, Kzan Gama de baixo, Dadadá de percussão,Bob Freitas de guitarra e Nêgo Nélson ao violão)e ai se consagrou de vez em shows memoráveis nos bares e teatros da cidade. Conheci Walter Bandeira na segunda metade dos anos setenta. Garoto, sonhava com uma carreira artística e ele se tornou meu grande ídolo, meu espelho. Anonimamente eu o seguia por todos os cantos da cidade, "colando" seu repertório e suas interpretações.rsrsrs!
Depois que iniciei minha carreira profissional nos tornamos amigos e parceiros de palco. Gravamos juntos pela primeira vez nos anos 80, não lembro exatamente quando, acho que em 87. Era uma gravação do "AFOXÉ DO GUARDA XUVA AXADO" de Cássio Lobato, Cláudio Lobato e Clélio Palheta, e fomos convidados Eu, Walter Bandeira e Elói Iglesias. A gravação foi lá no estúdio do português, um porão na Av.Quintino Bocaiúva. Essa música, fêz um sucesso enorme. Depois, a gravadora RJ, que estava se lançando no mercado no final de 1988, produziu um LP com cantores que se destacavam na noite naquele momento, dentre eles,Eu, Lucinha Bastos,Grupo Manga Verde,Jorge Silva, Nicinha e Suelene, Regina Ramos e Walter Bandeira, que gravou duas músicas minhas. Uma chamada "Bandeira", em parceria com Camilo Delduque, em homenagem a sua irreverência e seu estilo debochado e provocador, de enorme sucesso e obrigatório em seu repertório, onde o refrão dizia: "Sai de Baixo, sou muito macho, sou camaleão", e a outra "Fulgor" em parceria com Jorge Andrade. Só em 1991,Walter Bandeira lançou seu disco solo, o LP Clichê com músicas suas em parceria com Guilherme Coutinho, Pardal e Calibre e de outros compositores. Dentre essas, uma música minha chamada "Sou" em parceria com Márcio Guerra, um paulista que ficou seu amigo e fã, que escreveu os versos para ele próprio:"Sou tido e dado,Gilete afiada/ Amor não tem lado é tudo ou nada". Dai pra frente fizemos muitos shows, e sonhamos muitos projetos. Quem teve o prazer de conviver com ele e privar de sua intimidade, sabe que por trás daquele personagem irreverente, crítico, muitas vezes ácido, que não se negava um palavrão em qualquer lugar que estivesse, estivesse quem estivesse, tinha um ser humano maravilhoso, inteligente, culto, talentoso, multimídia e por fim, generossíssimo. Ontem, 02 de junho de 2009, aos 67 anos ele partiu e deixou um vazio e uma saudade enorme entre nós, mas em compensação o céu ficou em festa. Imagino um terreirão com direito a Ruy Barata, Edyr Proença, Chico Sena, Ruy Baldez, Zeca De Campos Ribeiro, Álvaro Ribeiro, Sam, Aldemir Ferreira da Silva, Chembra, Guilherme Coutinho, Guiães de Barros, Totó, Vidinho, Zé Bastos, Zé Serra e outros que já estão na festa há muito tempo.rsrs!

domingo, maio 31, 2009

2º FEMUC- CASTANHAL


O 2º FEMUC- Castanhal, aconteceu nos dias 28 e 29/05 numa concha acústica, muito bem estruturada, com palco grande e camarins muito confortáveis, na Pça da Estrela em Castanhal. As músicas concorrentes eram de compositores de Castanhal, Belém e outras localidades. Fiquei muito honrado com o prêmio de melhor intérprete com a música "Não é Bem Assim" de minha autoria, concorrendo com cantoras do nivel de Alba Maria, Juliana Sinimbú, Nana Reis e outros intérpretes. Depois conto mais detalhes.

sexta-feira, abril 24, 2009

I Festival de Música Intercolegial

É com muita felicidade que convido a todos vcs para entrega do CD de registro do I Festival de Música Intercolegial, dia 04/05/2009 , às 15h no Teatro Waldemar Henrique. Foi um projeto ousado e podemos dizer, vencedor que aconteceu no segundo semestre de 2008, em 4 colégios da rede estadual, beneficiando mais de 3.000 alunos. Os colégios que participaram dessa primeira etapa do projeto foram: Deodoro de Mendonça e Paes de Carvalho em Belém, Avertano Rocha, em Icoaraci e Agostinho Monteiro, em Ananindeua. Esse projeto é um capítulo à parte da minha vida que quero depois, detalhar pra vcs.

terça-feira, março 24, 2009

Lançamento do Prato de Casa e do Dança de Tudo- jun 1982


O lançamento do compacto duplo, Prato de Casa , foi em junho de 1982 no teatro Waldemar Henrique, juntamente com o primeiro LP de Nilson Chaves, Dança de Tudo. Na foto histórica de Chico Carneiro, aparecem Sagica, Juista Kzan, Nêgo Nélson e Dadadá, que formavam o Grupo Gema, mais na frente, Pedrinho Cavalléro, Vital Lima, Rosina Minari e Nilson Chaves.

Foi Assim que tudo começou

Essa é a matéria que saiu no "O Liberal" em junho de 1982 e versava sobre o lançamento do meu primeiro disco, compacto duplo "Prato de Casa" e o do Nilson Chaves, "Dança de Tudo", que produziu meu disco junto com o dele lá no Rio de Janeiro em 1981 na Sonoviso com o Toninho Barbosa. Foi lá que o primeiro disco independente do Brasil foi produzido. Era um LP chamado "Feito em Casa" do compositor, arranjador e músico Antonio Adolfo. Logo depois o Boca Livre fez aquele antológico que os lançou nacionalmente. Reparem na foto do jornal, que foi tirada na oficina mecânica do Nêgo Nélson, no Telégrafo, onde ensaiamos com o Grupo Gema, que fêz o show conosco: Eu, Jorge Andrade e no fundo Vital Lima, magérrimo e de cabelo.rsrsrsr!
Bons Tempos!!!!

30 Anos de Carreira


Fala galera!

Esse ano estou completando 30 anos de carreira!

Vou contar como tudo começou pra vcs. Foi a partir do primeiro cachê que começo contar minha carreira profissional e pra quem não sabe, foi no teatro. Fazia administração nas FICOM desde 1977 e fui aprovado para estagiar no BASA em 1978, aos 19 anos. Lá conheci duas figuras importantíssimas na minha vida, na minha história. Aldemir Ferreira da Silva, fundador da "Casa do Choro", que imediatamente nos tornamos amigos e parceiros de farra e pesquisa de música brasileira. O outro era também funcionário do BASA, Rui Sérgio Godinho, que era ator do "Grupo Experiência". Naquele ano de 1979, eles encenavam uma peça chamada "Os Perigos da Bondade", do paulista Francisco de Assis(Foto e matéria de jornal da época, acima) estrelada pelos então novatos, Cláudio Barros e Vânia de Castro. Lembro de quase todo mundo do elenco: Otávio Pinto, Klério Angelim, Edson Monteiro, Euzébio, Josel Mendonça, Wlad Lima, Paulo Fonseca, Jorge Brito, Ronald Bergman, Paulo Cunha, Janete Eluan, Malu, coreografia de Miguel Sta Brígida, direção musical de Pedrinho Cavalléro, os percussionistas Filé, Uilses Tavares e claro direção de Geraldo Salles. A estréia da peça aconteceu em dezembro de 1979.

Inesquecível!!!

quinta-feira, março 05, 2009

Só Para Mulheres

Vai ser nesse sábado(7/03) lá no Bar Bodega, na Av. Quintino Bocaiúva com a Gentil, a partir das 22h , "Pedrinho Cavalléro, Só Para Mulheres". A idéia é de fazer uma grande homenagem a todas mulheres através de canções que se eternizaram com seus nomes como: Yolanda, Carolina, Januária, Amélia, Maria, etc.
Espero vcs por lá.
Bjs

domingo, fevereiro 22, 2009

Até quarta-feira!!!

Tanto riso, oh! Quanta alegria!!!



Vou beijar-te agora, não me leve a mal, hoje é CARNAVAL!!!!!

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Eu Defendo o Tombamento

Carta do Poeta João de Jesus Paes Loureiro

EU DEFENDO
O tombamento do Teatro São Cristóvão, Teatro de Pássaros

João de Jesus Paes Loureiro



O Teatro São Cristóvão, fica localizado na parte interna do terreno que tem, na área da frente, a sede do tradicional e importante Sindicato dos Motoristas de Belém. Ainda que esteja em São Paulo no período em que se comemora a fundação de Belém do Pará, soube da notícia do pretendido “tombamento” isolado da sede do Sindicato, gerando divergências quanto à validade ou não de incluir também nesse processo de tombamento o teatro. Com sempre há conflito de opiniões no torvelinho que gira no eixo desse tipo de tema, não posso me omitir no momento em que se coloca essa questão, quando ainda há tempo de poder contribuir ao seu encaminhamento. Coloco, mesmo à distância, meu ponto de vista próximo do problema, uma vez que venho testemunhando como poeta (escrevi, publiquei, tendo sido posto em cena, musicada por Waldemar Henrique, a peça “Pássaro da Terra”, dentro da estrutura cênica desse teatro popular), pesquisador (analiso esse teatro paraense em minha tese de doutoramento “Cultura Amazônica - Uma poética do imaginário”) e administrador público (quando desempenhei as funções públicas de Secretário Municipal de Educação e Cultura – de onde saiu a Fumbel, Superintendente da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves, Secretário de Estado da Cultura e Presidente do Instituto de Artes do Pará) a importância artística e cultural do Pássaro Junino e o significado social desse espaço cênico. Não poderei apresentar dados estatísticos relativos ao tema da relevância cultural desse espaço, visto não estar em Belém, mas, para quem quiser entender, as palavras bastarão para demonstrar o que desejo, fruto de compromisso com a cultura do meu amazônico Estado.
A história, o imaginário, a memória, os signos culturais, ainda que conceitos abstratos, necessitam estar ancorados na realidade concreta para se sustentarem no tempo. É o que, referindo-se à ficção romanesca, Roland Barthes denomina de “efeito do real”. O real legitimando o espiritual, o concreto sustentando o imaterial. Todo espaço de concretização da história e da cultura torna-se um espaço “sagrado” e cerimonial de legitimação daquilo que nele fez a sua realidade. A interminável guerra no oriente médio é também uma luta pela posse de espaços concretos de legitimação imaterial de crenças.
A perda dos lugares é intercorrente com a perda de suas significações. E, ao mesmo tempo, a diluição de sentido daquilo que nesses espaços construiu sua existência. A destruição do Lago Espelho da Lua, por exemplo, no município paraense de Faro, lugar da celebração anual de amor das Icamiabas – as Amazonas, seria um golpe mortal, a longo prazo da lenda, que é uma das faces do rosto de nossa identidade. O que seria do Círio de Nazaré sem o lugar caminhante de sua peregrinação da Sé à Basílica-Santuário? Há Círio de Nazaré em outros lugares. Mas o lugar legitimador do Círio de Nazaré, mesmo em Belém do Pará, é o espaço desse chão que vem da Sé, bordeja o Ver o Peso, navega pelo Boulevard, ondeia sob os túneis de mangueiras da Presidente Vergas e Av. Nazaré, até desaguar na Pça. Santuário da Basílica. Os espaços concretos transfiguram-se em espaços simbólicos e são ritualisticamente suportes concretos da imaterialidade desses bens. Haveria perdas essenciais para o mundo católico, por exemplo, a destruição da Basílica de São Pedro e sua Capela Sistina. Risco para a devoção à N. S. de Fátima decorreria do corte da oliveira sobre cuja copa a santa pairou diante do olhar extasiado daqueles irmãos camponeses Lúcia, Jacinta e Francisco.
Os lugares resultam de construção material e espiritual, visível e imaginária, individual e social. Mas o produto e o destino dessa construção plural é coletivo. Se a casa é do indivíduo, a cidade é de todos os seus habitantes, da sociedade que nela constitui o pertencimento sua humanidade. Há, portanto, uma alma na cidade tecida pela cultura e o entrelaçamento das vidas, que une passado ao presente e sua passagem para o futuro. Dessa atmosfera espiritualizante revela-se a poética das cidades que faz delas uma integridade trasladando-se no tempo, que não deve sofrer violências simbólicas por soluções urbanísticas que não respeitem sua história cultural e a pluralidade de direitos dos cidadãos sobre a sua cidade.
Creio que, uma das questões éticas na estética de uma cidade decorre dos desenraizamentos provocados na medida em que se destroem os referenciais da memória, abrindo-se campo para uma espécie de “nostalgia sem memórias”. Ou, como quer Frederic Jamerson, a nostalgia de um presente que se perde. Pela homogeneização, quando se perdem os referenciais locais, projetando-se nas paisagens da construção de mundos imaginados, as pessoas, vivendo que vivem no lugar, imaginam-se vivendo vidas de outras cidades, de outras vidas.
Voltemos à nossa questão particular: O Teatro São Cristóvão. É o nosso teatro dos pássaros. O lugar tradicional de apresentação do Pássaro Junino. Aliás, o único espaço historicamente legitimado para essa modalidade de arte cênica, criação do povo do Pará, expressão simbólica da cultura paraense, e a mais significativa expressão popular da arte cênica. O Pássaro Junino é a relevante e original contribuição da cultura paraense ao ciclo junino da cultura brasileira. Um teatro ainda atual e sobrevivente pela dedicação de sua comunidade emocional. Não é um retrato na parede do passado.
A cultura no local é um dos fatores fundamentais para a existência social da cidade e um dos fatores de pertencimento de sua população. Quando esse valor é percebido pela sociedade, a importância de sua preservação está garantida. Mas é necessário que esse reconhecimento venha de uma fração da sociedade capaz de influências e decisão por seu capital econômico e social. Ou, quando no caso da população de baixa-renda, mas de grande capital cultural, ela se mobiliza para garantir seus direitos na história cultural do lugar.
A preservação de bens histórico-culturais decorre de uma consciência social de valor. Qual é a fração da sociedade paraense que tem o Pássaro Junino legitimado como um valor? Não é a classe media e nem a alta, de onde vem a hegemonia político-econômica. Inclusive, essas classes sociais já legitimaram seus espaços: Teatro da Paz, Margarida Schivazzapa, por exemplo, igrejas e museus. Mas a classe popular, que tem o sentimento do pássaro e reconhece seu valor, não tem participação dominante nessa hegemonia cultural sustentada pelo político e econômico. Vive num processo permanente de resistência para garantir seus bens simbólicos, quando seria justo que vivesse no gratuito prazer de cultivá-los.
Quando na preservação predomina o valor econômico material, a possibilidade de transformar o prédio em espaço de negócio e lucro, de um modo geral torna-se mais fácil. Porém, se o que se pretende garantir é o lugar concreto de um bem imaterial, a consciência social e moral não consegue sempre vencer a mentalidade do lucro. É o caso do Teatro de Pássaros em questão, o Teatro São Cristóvão.
Por que esse fato polêmico se torna paradoxal? Porque ele é anacrônico, socialmente injusto, moralmente discutível e atenta contra a mais recente orientação brasileira, através do Ministério da Cultura: preservar o patrimônio imaterial da cultura nacional. Aqui no Pará, para lembrar, luta-se ainda em busca da necessária hegemonia (que deveria ser já consensual) para garantir-se o precioso e necessário tombamento do Carimbó nessa categoria de reconhecimento e valor. Mas a comunidade do Pássaro é menor. Diferentemente do Carimbó, não se tem refletido em produção profissional de artistas de variadas categorias e classes sociais, o que significa um reforço de capital social e econômico à causa do ritmo emblemático do Pará. Mas o Pássaro tem voado sem ter onde pousar. Semelhante ao seu enredo, o incansável caçador que vem perseguindo o Pássaro Junino vem sendo a exclusão, a insensibilidade, o não-reconhecimento de valor e o preconceito.
O tombamento e preservação de monumentos tem sua dificuldade decorrente de: 1)Ignorância e negligência; 2)na cobiça e na fraude; 3)nas idéias equivocadas a respeito do progresso ou das demandas do presente; 4)na busca descabida de embelezamento e renovação, na falta de uma educação estética, ou numa educação estética equivocada.[1] Ao que eu acrescento a especulação e uma equivocada busca de beleza. Não estamos diante de passadismos ou conservadorismos. Mas de estima e consciência moral na educação do espírito. A união entre presente e passado pelo devaneio e o sentido de tempo pertencido. Quantas recordações são deletadas na demolição de monumentos históricos? Eles não são velhos farrapos que o progresso despreze como inadequados aos novos tempos.
A perda de patrimônio cultural é um empobrecimento da vida. Sendo assim, a proteção de monumentos não se deve voltar apenas aos estilos do passado, mas contemplar também suas características locais e históricas, as quais não estamos autorizados a corrigir segundo as regras que nos aprouverem, pois essa correções geralmente destroem aquilo que confere um valor insubstituível até mesmo aos mais modestos monumentos.[2]
Enfim, lembro que na Constituição do Estado há suporte legal para o tombamento de bens culturais do Pará. Na época de sua discussão e elaboração, o deputado relator do capítulo sobre Educação e Cultura, Dr. Zeno Veloso, solicitou-me a indicação de itens para os artigos referentes à cultura nesse capítulo. Analisamos em conjunto a matéria e dentre aqueles que sugeri, logo aceitos por ele e incorporados em sua proposta, está o tombamento de lugares onde aconteceram narrativas míticas, fatos históricos e manifestações relevantes da cultura. O espírito da lei é reconhecer o entrelaçamento necessário do imaterial com o material, do simbólico com o concreto, legitimando o material visível como condição necessária ao simbólico imaterial.
O tombamento do Teatro São Cristóvão, patrimônio material, como lugar tradicional do Pássaro Junino em Belém, patrimônio imaterial nele legitimado, pode ser seguramente receber beneficio dessa legitimidade constitucional.
[1] DVORÁK,Max. Catecismo da preservação de monumentos. TRD. Valéria Alves Esteves Lima. Ateliê Editorial. SP, 2008 p. 67
[2] Idem

ARTISTAS EM PROL DO TEATRO SÃO CRISTÓVÃO

A Atriz Ester Sá me mandou um e-mail com esse teor, que transcrevo:

Convocamos a todos os artistas e demais interessados a participarem de reunião para discutir e organizar uma ação em prol do Teatro São Cristóvão. A reunião acontecerá no Teatro Cuíra, Sexta-feira, dia 20 de fevereiro de 2009, às 10:00h.
Endereço do Teatro Cuíra Riachuelo, esquina com a 1 de março.

Batida Diferente Volta em Março

Fala Galera
Resolvemos dar um tempo com o Show Batida Diferente às quintas no Baiacool, para voltarmos após a folia de Momo, na segunda semana de março.
Bom Carnaval pra todos.
"Vou beijar-te agora, não me leve a mal, hoje é carnaval... "( Zé Keti).
Abs

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Batida Diferente


Fala galera!

Todas as quintas é dia de bossa nova lá no Baiacool. Vão lá!!

sábado, janeiro 31, 2009

Cavalléro no Bar Bodega dia 31/01/09

Fala Galera
Toquei tanto na noite, durante um peíodo da minha vida, que fiquei conhecido como Operário da Noite, me chamavam assim o Rui Barata e o Edgar Augusto. Optei por ficar fora durante 15 anos, fazendo pequenas coisas esporadicamente, me dedicando mais a shows e projetos culturais, como a maioria de vcs sabem. Só que isso é um vírus que quando entra no sangue da gente, não sai mesmo! E no meio dessa saudade surgiram dois convites: O primeiro do meu querido amigo de priscas eras, Mini Paulo do Baiacoll Jazz( Almirante Tamandaré, perto do Mangal), pra fazer todas as quartas, show de bossa em trio com o próprio Mini e o grande Zeca Sagica, de batera.
O segundo convite partiu da Ouremense querida Cris, do Bar Bodega, pra fazer este sábado a partir das 21:30. No repertório tem músicas de minha autoria, MPB, Bossa e coisas paraoaras. Espero vcs por lá pra matar as saudades. O Bodega fica na Quintino com a Gentil.
Abs
Pedrinho Cavalléro

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Agora tenho myspace

Fala galera
Agora tenho o myspace.com/pedrinhocavallero
É muito interessante. Tem algumas informações sobre o artista e 6 músicas postadas que vcs podem fazer o dowload. Vão lá visitar e deixem algum cometário.
abraço-açú